Sociedade | 18-05-2026 14:03

“Sem a cidade de Alverca nunca haveria um Museu do Ar”

“Sem a cidade de Alverca nunca haveria um Museu do Ar”

Hoje, 18 de Maio, assinala-se o Dia Internacional dos Museus. Uma oportunidade para O MIRANTE revisitar o Museu do Ar em Alverca que, em 2026, celebra 55 anos de portas abertas para a comunidade. A instituição preserva não apenas aeronaves históricas, mas também as histórias de quem ajudou a construir a aviação portuguesa. À frente da missão está o coronel Carlos Mouta Raposo, director do museu desde 2019, que sublinha o valor, carisma e importância de Alverca no mundo da aeronáutica.

Sintra não é mais especial para quem lidera o Museu do Ar e por mais anos que passem o pólo de Alverca do Ribatejo será sempre o local onde nasceu, há precisamente 55 anos, o sonho da Força Aérea de imortalizar a história da aviação nacional. Por esse motivo, a comunidade deve continuar a ter orgulho em ter na cidade o local original onde tudo nasceu, reflecte o coronel Carlos Mouta Raposo, director do Museu do Ar, em entrevista a O MIRANTE. A 18 de Maio assinala-se o Dia Internacional dos Museus, pretexto para o nosso jornal revisitar aquele espaço museológico do concelho de Vila Franca de Xira que ainda tem muito para oferecer. É certo que, em 2009, viu boa parte do seu espólio ser transferido para Sintra, numa decisão que fez correr muita tinta mas que foi uma inevitabilidade, devido à incapacidade do museu de Alverca em ter terreno para poder crescer e ampliar-se.

Apesar de muitas pessoas associarem a Sintra o espaço principal do Museu do Ar, o director faz questão de esclarecer: “Sintra não é o museu principal, é também um dos pólos do museu, que tem mais objectos em exposição. Não gostamos de distinguir se há um principal ou não. E se houver, é este de Alverca, porque é onde tudo começou”, refere. A vantagem de Sintra é ter mais espaço. “E ter mais espaço permite ter mais peças disponíveis para mostrar e oferecer uma experiência diferente. Mas os dois pólos complementam-se e devem ser visitados em conjunto. Um entusiasta da aviação tem que vir aos dois sítios. Um sem o outro nunca serve. O que está aqui não está lá. Deve começar aqui em Alverca e só depois ir a Sintra”, lembra. Mesmo a abrir apenas uma vez por semana o museu de Alverca contabilizou, no último ano, mais de 1.500 visitantes.

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