Abrantes quer ter voz na estratégia regional para reforçar ensino superior
Nova região Oeste e Vale do Tejo, que junta 34 municípios e cerca de 850 mil habitantes, está a preparar uma estratégia comum para captar fundos europeus e valorizar o ensino superior como motor de desenvolvimento. Escola Superior de Tecnologia de Abrantes é vista como peça importante nesse processo.
O presidente da Câmara de Abrantes, Manuel Valamatos, defende que o ensino superior deve assumir um papel central na afirmação da nova região Oeste e Vale do Tejo, estrutura territorial que agrega 34 municípios e cerca de 850 mil habitantes. O assunto foi abordado durante a última reunião do executivo municipal, na sequência de um encontro que juntou autarcas, responsáveis da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo e presidentes dos Institutos Politécnicos de Santarém e de Tomar.
Segundo Manuel Valamatos, a nova realidade regional deve apresentar-se junto da União Europeia com uma estratégia concertada e ambição suficiente para captar financiamento comunitário no próximo quadro europeu 2028-2034. O autarca sublinhou que o ensino superior é uma das áreas determinantes para dar consistência a essa ambição, destacando, nesse contexto, a importância da Escola Superior de Tecnologia de Abrantes. “O ensino superior é um tema relevante no contexto desta nova região”, afirmou o presidente da câmara, defendendo que os municípios devem trabalhar em conjunto para reforçar a oferta formativa, aproximar as instituições do tecido empresarial e criar condições para fixar jovens qualificados no território.
A oposição aproveitou a discussão para questionar o executivo sobre as medidas concretas de atracção e retenção de jovens no concelho. O vereador João Morgado apontou o que considerou ser uma “incoerência” entre o discurso político da maioria e a organização interna da autarquia, criticando a inexistência de uma divisão municipal exclusivamente dedicada à juventude. Manuel Valamatos rejeitou a ideia de desvalorização da área, garantindo que a juventude continua a ser encarada pelo município como “um pilar estratégico”. O autarca defendeu o trabalho desenvolvido em articulação com escolas, associações e instituições de ensino superior, considerando que a resposta aos desafios da juventude não se esgota na criação de uma estrutura orgânica específica.


