Sociedade | 19-05-2026 10:00

Museu da Olaria e do Azeite prometido há 15 anos para Árgea continua por concretizar

Museu da Olaria e do Azeite prometido há 15 anos para Árgea continua por concretizar
Espaço cedido ao município há mais de uma década permanece sem utilização e em avançado estado de degradação - foto arquivo O MIRANTE

Protocolo entre a Cooperativa Agrícola de Árgea e o município de Torres Novas para a cedência do espaço foi assinado em 2011, mas o Museu da Olaria e do Azeite continua sem sair do papel. Presidente da câmara admite que o assunto está em agenda, embora ainda não tenha avançado com o processo.

Um antigo lagar, que pertenceu à extinta Cooperativa de Árgea, foi cedido à Câmara de Torres Novas para ser reconvertido num núcleo museológico dedicado ao azeite e à olaria, mas 15 anos depois continua de portas fechadas e a degradar-se. O assunto voltou a ser tema na última sessão da Assembleia Municipal de Torres Novas pela voz da eleita da CDU Ana Besteiro, que criticou o facto de continuar por cumprir uma promessa assumida há mais de uma década.
Em causa, lembrou, está um protocolo assinado em 2011 entre a Cooperativa Agrícola de Árgea e o município, através do qual foi cedido o espaço para a concretização do equipamento cultural. A eleita da CDU sublinhou que o projecto continua sem qualquer desenvolvimento visível, apesar da importância histórica e identitária que a olaria e o azeite têm para aquela zona e para o concelho.
Em resposta, o presidente da Câmara de Torres Novas, José Trincão Marques (PS), que está a cumprir o seu primeiro mandato, reconheceu que o assunto está pendente. “Tenho esse assunto em agenda, mas ainda não peguei nele”, afirmou o autarca, admitindo que a cultura e o património cultural do concelho “são muito importantes” e devem ser defendidos. O autarca garantiu que pretende visitar em breve a União das Freguesias de Olaia e Paço, à qual pertence Árgea, e conhecer o espaço previsto para o museu, de forma a perceber o que se pode “fazer relativamente a este assunto”.

Um processo com barbas
O processo remonta ao início do último mandato de António Rodrigues (PS) como presidente da Câmara de Torres Novas. Na altura, a assinatura do protocolo de cedência do antigo lagar foi realizada com pompa e circunstância num momento que incluiu a actuação de ranchos e onde foi prometido que o museu estaria a funcionar até final desse mandato.
Na origem do impasse estaria a transferência de propriedade que não tinha sido efectivada devido a questões burocráticas. Já no mandato seguinte, o então presidente da Câmara de Torres Novas, Pedro Ferreira (PS), explicou a O MIRANTE que quando se formalizou o protocolo entre a cooperativa e o município “nunca se imaginou que o processo de dissolução da Cooperativa de Árgea fosse burocraticamente tão demorado”.

Lagar funcionou até 2001

A última campanha no Lagar de Árgea, construído em finais dos anos 40, data de 2001. A Cooperativa de Árgea chegou a ter 300 sócios, de várias freguesias e concelhos limítrofes. No interior do edifício, encontram-se várias peças e equipamentos relacionados com a indústria da transformação da azeitona em azeite.

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