Alunos aprendem na ETAR de Samora Correia importância de não fazer da sanita caixote do lixo
Dezenas de formandos do Centro de Aprendizagem e Formação de Samora Correia visitaram a ETAR que trata as águas residuais de Samora Correia e Porto Alto. A iniciativa da Águas do Ribatejo mostrou a importância do saneamento, da educação ambiental e do uso responsável da água.
A Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Samora Correia abriu portas, na terça-feira, 5 de Maio, a dezenas de alunos do Curso de Educação e Formação de Adultos (CEF), numa visita que serviu para mostrar o percurso das águas residuais produzidas pelas populações de Samora Correia e Porto Alto e alertar para os comportamentos que continuam a prejudicar o funcionamento das redes de saneamento. Os formandos, que frequentam processos de certificação equivalentes ao 9.º e 12.º ano no CAF – Centro de Aprendizagem e Formação de Samora Correia, acompanharam de perto as várias fases de tratamento e monitorização das águas residuais, vulgarmente conhecidas como esgotos. A iniciativa foi promovida pela Águas do Ribatejo e teve uma forte componente pedagógica e ambiental.
David Cardoso, técnico responsável pela ETAR e guia da visita, foi directo na mensagem deixada aos participantes: “A sanita não é um caixote do lixo. Na sanita só entra o papel higiénico que se desfaz com a água”. Durante a sessão, os alunos verificaram que continuam a chegar à obra de entrada da estação resíduos como cotonetes, fraldas, toalhetes, cabelos e restos de alimentos. São materiais que não deviam entrar na rede de saneamento, que dificultam o tratamento das águas residuais e aumentam os custos operacionais.
Inaugurada em 2019, a ETAR de Samora Correia está instalada numa zona de montado de sobro, na Estrada da Espargueira, no Porto Alto. A obra representou um investimento global de cerca de seis milhões de euros, incluindo três estações elevatórias e as respectivas condutas de saneamento. O director-geral da Águas do Ribatejo, Miguel Carrinho, sublinhou a importância de aproximar estas infraestruturas da comunidade educativa. “Todos os anos recebemos milhares de alunos nas nossas instalações. A proximidade com a comunidade educativa é essencial para promover boas práticas ambientais e garantir a sustentabilidade”, afirmou.


