Sociedade | 20-05-2026 18:00

Alunos aprendem na ETAR de Samora Correia importância de não fazer da sanita caixote do lixo

Alunos aprendem na ETAR de Samora Correia importância de não fazer da sanita caixote do lixo
Formandos do CAF de Samora Correia visitaram a ETAR - foto DR

Dezenas de formandos do Centro de Aprendizagem e Formação de Samora Correia visitaram a ETAR que trata as águas residuais de Samora Correia e Porto Alto. A iniciativa da Águas do Ribatejo mostrou a importância do saneamento, da educação ambiental e do uso responsável da água.

A Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Samora Correia abriu portas, na terça-feira, 5 de Maio, a dezenas de alunos do Curso de Educação e Formação de Adultos (CEF), numa visita que serviu para mostrar o percurso das águas residuais produzidas pelas populações de Samora Correia e Porto Alto e alertar para os comportamentos que continuam a prejudicar o funcionamento das redes de saneamento. Os formandos, que frequentam processos de certificação equivalentes ao 9.º e 12.º ano no CAF – Centro de Aprendizagem e Formação de Samora Correia, acompanharam de perto as várias fases de tratamento e monitorização das águas residuais, vulgarmente conhecidas como esgotos. A iniciativa foi promovida pela Águas do Ribatejo e teve uma forte componente pedagógica e ambiental.
David Cardoso, técnico responsável pela ETAR e guia da visita, foi directo na mensagem deixada aos participantes: “A sanita não é um caixote do lixo. Na sanita só entra o papel higiénico que se desfaz com a água”. Durante a sessão, os alunos verificaram que continuam a chegar à obra de entrada da estação resíduos como cotonetes, fraldas, toalhetes, cabelos e restos de alimentos. São materiais que não deviam entrar na rede de saneamento, que dificultam o tratamento das águas residuais e aumentam os custos operacionais.
Inaugurada em 2019, a ETAR de Samora Correia está instalada numa zona de montado de sobro, na Estrada da Espargueira, no Porto Alto. A obra representou um investimento global de cerca de seis milhões de euros, incluindo três estações elevatórias e as respectivas condutas de saneamento. O director-geral da Águas do Ribatejo, Miguel Carrinho, sublinhou a importância de aproximar estas infraestruturas da comunidade educativa. “Todos os anos recebemos milhares de alunos nas nossas instalações. A proximidade com a comunidade educativa é essencial para promover boas práticas ambientais e garantir a sustentabilidade”, afirmou.

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