Sociedade | 20-05-2026 15:00

Alunos da Póvoa de Santa Iria vencem concurso nacional contra o bullying

Alunos da Póvoa de Santa Iria vencem concurso nacional contra o bullying
Alunos da Escola Básica Aristides Sousa Mendes estiveram em destaque nacional - foto O MIRANTE

Trabalho de quatro turmas do 6.º ano da Escola Básica Aristides de Sousa Mendes distinguiu-se entre mais de 150 candidaturas no projecto “Todos Pintamos Contra o Bullying”. A obra vencedora, “A Cadeira Suspensa”, usa a arte para lançar uma mensagem contra o isolamento e a indiferença.

Quatro turmas do 6.º ano da Escola Básica Aristides de Sousa Mendes, na Póvoa de Santa Iria, conquistaram o primeiro lugar nacional na categoria do 2.º Ciclo do concurso “Todos Pintamos Contra o Bullying”, promovido pela Giotto em parceria com o Instituto de Apoio à Criança. Ao todo, participaram 92 alunos, que viram o seu trabalho destacar-se entre mais de 150 candidaturas de escolas de todo o país. A obra vencedora, intitulada “A Cadeira Suspensa”, combina pintura com vários materiais e técnicas, como colagem, dobragem e corte. A peça pretende chamar a atenção para o bullying através de palavras, cores e símbolos, dando expressão artística a sentimentos de rejeição, isolamento, empatia e esperança.
Maria João Ferreira, professora de Educação Visual e Educação Tecnológica, contou a O MIRANTE que esta foi a segunda vez que concorreu ao projecto com os seus alunos. O trabalho vencedor levou vários meses a ser concluído e foi desenvolvido em contexto de sala de aula. A ideia partiu dos próprios alunos, que quiseram representar aquilo que não querem ouvir e que, muitas vezes, acaba por ser descarregado nos outros. Essa dimensão surge associada a cores neutras. Em contraste, outra parede da obra é revestida com cores quentes, simbolizando palavras e sentimentos como alegria, empatia e partilha. A cadeira suspensa é o elemento central da mensagem. Representa o combate ao isolamento e a importância de não ficar parado perante situações de bullying. “A Aristides, que é chamada a Escola dos Afectos, pensa sempre em ajudar os alunos da melhor forma para lutar contra o bullying. Juntando as artes e a luta contra o bullying, a melhor ideia era concorrer, fazendo sempre sessões de interajuda e sessões de sensibilização”, sublinhou a docente.

Arte como forma de dizer não ao bullying
Além da vitória na categoria do 2.º Ciclo, os alunos foram ainda distinguidos com um prémio de “experiência única”, por a sua obra ter sido escolhida como vencedora entre todas as escolas participantes, de todos os níveis de ensino, do pré-escolar ao secundário. Como prémio, os alunos pintaram um mural no dia 6 de Maio, no auditório da Escola D. Martinho Vaz de Castelo Branco, com a presença do artista urbano Oker. O mural foi realizado em quatro telas, que serão expostas na Escola Básica Aristides de Sousa Mendes. A opção por telas, em vez de uma pintura directa num muro da escola, deve-se ao facto de o estabelecimento entrar em obras profundas dentro de cerca de um ano, o que poderia levar à destruição do trabalho. A escola recebeu ainda material escolar no valor de 400 euros e venceu também o prémio de melhor coreografia do hino do projecto, interpretado pela cantora Mimicat, que actuou no dia da pintura do mural.
Na ocasião, o director do Agrupamento de Escolas D. Martinho Vaz de Castelo Branco, Pedro Ferreira, destacou o trabalho desenvolvido pela comunidade escolar na prevenção do bullying. O responsável lembrou que a escola tem o selo de escola sem bullying, ressalvando que isso não significa que o problema não exista. “Não significa que não haja bullying, infelizmente é difícil não haver, mas significa que a escola faz alguma coisa e há uma série de acções que vão no sentido da prevenção do bullying”, afirmou.

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