Sociedade | 20-05-2026 11:11

Angústia de Isac Rocha aumenta com novo internamento do filho no Hospital Vila Franca de Xira

Angústia de Isac Rocha aumenta com novo internamento do filho no Hospital Vila Franca de Xira

Criança de dez meses está a lutar pela vida sem que os antibióticos pareçam estar a ter efeito. Pais estão apreensivos com o evoluir da situação.

A aparente acalmia na situação clínica das duas crianças infectadas com a bactéria Campylobacter no Hospital Vila Franca de Xira sofreu um revés preocupante. Isac Rocha, o pai que primeiro denunciou publicamente o caso, vive agora momentos de grande aflição: após ter recebido alta, o seu filho de 10 meses teve de voltar a ser internado na pediatria do Hospital Vila Franca de Xira devido ao agravar do seu estado de saúde.

Ao dia de hoje, resta apenas um caso ativo sob vigilância médica - precisamente o do filho de Isac, uma vez que o outro bebé infectado já recuperou e a sua evolução em ambiente doméstico continua a ser favorável.
A Unidade Local de Saúde do Estuário do Tejo (ULSET), entidade que gere a unidade hospitalar, continua a recusar o cenário de um surto bacteriológico na pediatria ou na comunidade.
Os inquéritos epidemiológicos realizados pela Autoridade de Saúde Pública às famílias dos dois bebés (de 2 e 10 meses, residentes em Vila Franca de Xira e no Carregado) não detectaram qualquer ligação entre eles.
Não partilharam espaços nem estiveram juntas no hospital.
Baseando-se nos dados obtidos, a ULSET reitera que se tratou de uma coincidência temporal de casos isolados, sem evidência de contágio institucional.
A posição oficial do hospital, contudo, continua a não convencer Isac Rocha. Com o filho novamente numa cama de hospital, o pai mantém as críticas à gestão da unidade, acusando-a de tentar "encobrir a gravidade da situação para não gerar alarmismo". Isac insiste que o perigo é real e que a comunidade deve manter-se alerta.
A infecção pela bactéria Campylobacter afecta o trato gastrointestinal, provocando febres altas persistentes, dores abdominais e diarreia severa, frequentemente acompanhada de sangue. Embora a maioria dos doentes recupere de forma natural entre dois a cinco dias, a infecção requer cuidados redobrados e pode mesmo ser fatal em recém-nascidos, idosos ou pessoas com o sistema imunitário fragilizado.
A transmissão desta bactéria ocorre habitualmente através do consumo de carne de aves ou bovina mal cozinhada, leite não pasteurizado ou água contaminada, sendo também comum na flora intestinal de animais domésticos como cães e gatos.

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