Sociedade | 20-05-2026 10:45

Oferta de casas para arrendar em Santarém sobe 14%

Oferta de casas para arrendar em Santarém sobe 14%

Stock de casas para arrendar cresceu 7% na cidade de Santarém e 14% no distrito, apesar da quebra de 13% registada a nível nacional. O aumento surge num mercado local marcado por forte procura, subida das rendas e pelo debate sobre a mobilização de casas vazias.

A oferta de casas para arrendar em Portugal desceu 13% no primeiro trimestre de 2026 face ao mesmo período do ano anterior. Mas Santarém seguiu em sentido contrário: o stock disponível para arrendamento aumentou 7% na capital de distrito e 14% em todo o território, segundo a análise de dados do Idealista/data. Este crescimento ganha especial relevância porque surge depois de, no final de 2025, Santarém ter sido uma das cidades onde a oferta de casas para arrendar tinha diminuído, com uma quebra de 6%, enquanto no distrito a retracção tinha chegado aos 14%. A evolução agora observada aponta, por isso, para uma recuperação da oferta no mercado de arrendamento ribatejano.
O reforço do stock em Santarém acontece num contexto em que a pressão da procura continua elevada. No quarto trimestre de 2025, Santarém foi mesmo a capital de distrito com maior procura por casas para arrendar, com uma média de 34 contactos por anúncio, acima da média nacional de 22 contactos. Apesar do aumento da oferta, as rendas continuam a subir em Santarém. Em Março de 2026, a cidade registou uma subida anual de 9,2% no preço das casas para arrendar, para 9,6 euros/m2, enquanto no distrito o aumento foi de 4,1%. Esta evolução contrasta com a tendência nacional, já que as rendas em Portugal estavam então em queda há três meses, tendo descido 1,2% em março.
O mercado habitacional de Santarém tem estado também no centro do debate público local. A câmara municipal identificou recentemente cerca de três mil casas vazias fora do mercado imobiliário que pretende mobilizar para responder às carências habitacionais do concelho, no âmbito da proposta da Carta Municipal de Habitação, que esteve em consulta pública até 22 de Maio.

Capitais de distrito e regiões autónomas

A oferta de casas para arrendar aumentou em 13 das 19 capitais de distrito e regiões autónomas analisadas no último ano. Faro foi a cidade onde o stock mais cresceu (50%), seguida de Viana do Castelo (41%), Ponta Delgada (37%), Bragança (36%) e Vila Real (26%).
Registaram-se ainda aumentos no Funchal (22%), Beja (18%), Setúbal (17%), Évora (16%), Leiria (11%), Viseu (7%), Santarém (7%) e Aveiro (1%). Em sentido contrário, a oferta de casas para arrendar diminuiu em seis capitais. Porto (-35%) e Coimbra (-31%) registaram as quebras mais acentuadas, seguidas da Guarda (-29%), Lisboa (-18%), Castelo Branco (-16%) e Braga (-3%).

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