Sociedade | 22-05-2026 07:00

Aqueduto dos Pegões fechado a peões por risco de queda em Tomar

Aqueduto dos Pegões fechado a peões por risco de queda em Tomar
Aqueduto dos Pegões está temporariamente fechado ao público - foto arquivo O MIRANTE

Câmara Municipal de Tomar interditou a circulação no topo do monumento, junto ao Convento de Cristo, enquanto aguarda por uma avaliação técnica do LNEC. Autarquia diz que a medida é preventiva, mas a oposição alerta para fendilhação grave e infiltrações.

A circulação pedonal no topo do Aqueduto dos Pegões, em Tomar, foi interditada por razões de segurança. A decisão da Câmara Municipal de Tomar, articulada com o Património Cultural, impede o atravessamento do troço superior entre as duas “mães de água”, numa zona que atinge cerca de 30 metros de altura. O presidente da câmara, Tiago Carrão, explicou que a interdição tem carácter preventivo e visa proteger os visitantes enquanto decorre a avaliação técnica ao estado da estrutura. “Neste momento não é possível transitar”, afirmou o autarca, sublinhando que “qualquer deslize poderia ser perigoso, para não dizer fatal”.
Os acessos ao topo do aqueduto foram fechados com cadeados nos portões existentes. Apesar da restrição, o monumento continua visitável, mas apenas a partir das zonas permitidas, sem possibilidade de circulação na parte superior. “As pessoas podem lá ir, visitar e ver o aqueduto em todo o seu esplendor, só não podem caminhar em cima”, referiu Tiago Carrão. A medida surge depois de uma primeira vistoria técnica e enquanto o município aguarda um diagnóstico mais aprofundado do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC). Segundo o presidente da autarquia, só esse estudo permitirá conhecer, com rigor científico, o estado de conservação do monumento. Tiago Carrão afirmou ainda que, até agora, não há indicação de impactos significativos provocados pela tempestade que atingiu a região no início do ano, mas admitiu que apenas uma avaliação mais detalhada permitirá tirar conclusões seguras.
O vereador socialista José Delgado considera a interdição “uma medida sensata”, tendo em conta os problemas já identificados. O eleito do PS fala em “fendilhação bastante grave” e infiltrações ao longo da estrutura, defendendo que impedir o acesso à zona mais alta reduz o risco de queda. Segundo José Delgado, o troço agora interditado tem cerca de 600 metros. O autarca socialista defende, no entanto, que o processo está atrasado e lamenta que o estudo do LNEC ainda não tenha arrancado, alegadamente devido à elevada carga de trabalho daquele organismo. “Tem que se fazer alguma coisa”, sustentou.
A Câmara de Tomar já tinha anunciado em Janeiro a intenção de interditar a circulação pedonal no Aqueduto dos Pegões, na sequência de recomendações técnicas. O Aqueduto dos Pegões tem cerca de seis quilómetros de extensão, foi construído entre os séculos XVI e XVII para abastecer o Convento de Cristo e está classificado como Monumento Nacional.

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