Sociedade | 22-05-2026 10:00

Criança agride colegas e auxiliares na Escola São Bento em Santarém

Criança agride colegas e auxiliares na Escola São Bento em Santarém
Pais dizem que há crianças com medo de ir à escola e pedem uma resposta urgente das entidades competentes - foto O MIRANTE

Aluno bate com frequência noutras crianças e funcionárias da escola. Há alunos a desenvolver medo e ansiedade, e pais preocupados com a situação a exigir medidas. Agrupamento Sá da Bandeira diz estar a acompanhar e a intervir em articulação com outras entidades.

Um aluno de seis anos, que estará diagnosticado com Transtorno do Défice de Atenção e Hiperactividade (TDAH), está a deixar em pânico colegas, professora, auxiliares e encarregados de educação da Escola Básica de São Bento, em Santarém, por causa da sua conduta violenta. Desde o início do ano lectivo que várias crianças daquela turma, mas também alunos mais velhos, são agredidos fisicamente pelo aluno, que também já bateu em funcionárias.
O caso mais recente, relata a O MIRANTE uma representante dos pais, envolveu uma menina de sete anos que foi esmurrada no abdómen e na cara, tendo ficado visivelmente inchada. “Há uns tempos, apanhou uma tesoura e queria espetá-la numa colega. Felizmente, a professora conseguiu evitar, mas depois lançou outra para o ar que só não feriu ninguém por acaso”, descreve. “Todos os dias há um medo constante que aconteça alguma coisa. Há alunos que demonstram ansiedade e medo de ir para a escola, que choram à porta para não entrar”, sublinha a mesma fonte, acrescentando que há alunos a receber acompanhamento psicológico por causa destes episódios de violência constante. Também as funcionárias têm sido alvo de agressões.
Segundo a mãe de uma aluna que já foi agredida, o aluno em causa não só bateu em auxiliares como já partiu o telemóvel a uma delas e o espelho retrovisor do carro. Um outro funcionário, que tinha sido “destacado” para acompanhar o aluno, meteu baixa e nunca mais voltou, depois de ter “caído das escadas”.
Devido à situação, um conjunto de pais elaborou e subscreveu um abaixo-assinado a pedir uma “avaliação urgente da situação e implementação de medidas de segurança que garantam a segurança e estabilidade da turma”. Dirigido ao Agrupamento de Escolas Sá da Bandeira, Comissão de Protecção de Crianças e Jovens e Escola Segura (PSP), o texto que suporta o abaixo-assinado fala em “situações graves” que “colocam em risco a segurança e o bem-estar dos alunos, auxiliares e da docente”. Sobre a professora da turma, os pais referem que apesar “do seu esforço para garantir o normal funcionamento das aulas” a situação “atingiu um ponto preocupante”, que se está a reflectir negativamente na saúde da docente.

Uma situação delicada

O MIRANTE contactou a directora do Agrupamento de Escolas Sá da Bandeira, Adélia Esteves, que referiu ter conhecimento e estar a “acompanhar a situação” em “colaboração com a autarquia, CPCJ, Polícia e família do aluno”. A responsável sublinhou que a escola “tem feito o que está ao seu alcance”, tendo, entre outras medidas, destacado uma funcionária para fazer um acompanhamento constante ao mesmo. Foram também desenvolvidas - e “estão pensadas outras” - sessões de desenvolvimento de competências, acrescentou, revelando que recentemente houve uma reunião com profissionais de saúde para ser “pensada uma intervenção”. Adélia Esteves reconhece que outras medidas tomadas, como a suspensão disciplinar, não tiveram um efeito positivo no comportamento da criança. E vinca ainda que se trata de “uma situação delicada” e que “a escola não pode excluir alunos”.

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