Sociedade | 22-05-2026 16:21

Nersant perde processo em tribunal e pede para pagar em prestações

Nersant perde processo em tribunal e pede para pagar em prestações
Actual presidente da Nersant, Rui Serrano, ladeado por Domingos Chambel e António Pedroso Leal, de quem herdou a presidência da associação depois deste último ter pedido a demissão invocando motivos pessoais.

Direcção da Nersant perdeu mais um processo a favor de empresa associada mas pede para pagar em prestações.

A Nersant – Associação Empresarial da Região de Santarém continua a somar decisões judiciais desfavoráveis no conflito que mantém com a Terra Branca – Comunicação Social, Lda., empresa associada há cerca de três décadas. Na última decisão do tribunal, que já transitou em julgado, a Nersant foi obrigada a pagar uma dívida de cerca de quarenta (40) mil euros, já com juros. A sentença do Tribunal da Relação de Évora chegou depois da Nersant ter perdido em primeira instância no Tribunal de Santarém. A disputa judicial, que podia ter sido evitada, nunca foi posta em cima da mesa pela direcção da Nersant, que sempre procurou fugir às suas responsabilidades e continuar o confronto iniciado por Domingos Chambel assim que tomou conta da associação em eleições que ganhou substituindo Salomé Rafael na presidência.
A forma como a direcção da associação sempre se posicionou neste diferendo, conheceu agora outra postura com esta última condenação. Aparentemente, devido a dificuldades financeiras, a Nersant fez uma proposta ao advogado da Terra Branca para pagar os cerca de 40 mil euros em seis prestações, comprometendo-se a pagar também todos os juros vencidos e vincendos. Segundo O MIRANTE apurou, o primeiro pagamento já foi efectuado.
Recorde-se que em termos de pagamento de dívidas não assumidas, esta foi a segunda vez que a Nersant foi condenada. A primeira vez, em 2023, pagou cerca de cento e vinte (120) mil euros, também por decisão judicial.
O pedido de pagamento a prestações foi aceite pela administração da Terra Branca, apesar da Nersant ao longo dos anos ter optado pelo confronto ao invocar prejuízos ligados à prestação de serviços, que acabou por ter de pagar com juros de mora. Também em tribunal, a direcção da Nersant perdeu uma acção em que invocava prejuízos superiores a cem mil euros, argumentos que não passaram no tribunal de Santarém nem no recurso para o Tribunal da Relação de Évora.

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