Sociedade | 23-05-2026 12:00

Médio Tejo prepara Verão difícil com ataque musculado aos incêndios

equipamentos bombeiros
foto ilustrativa

Médio Tejo prepara-se para enfrentar um Verão de elevado risco de incêndio, marcado pelo combustível acumulado deixado pelas tempestades e por acessos florestais bloqueados.

O Médio Tejo vai entrar na época mais crítica de incêndios rurais com uma estratégia assente no ataque inicial rápido e musculado, mas com o alerta bem vincado de que o Verão pode ser “complicado”. A acumulação de material combustível deixado pelas tempestades deste ano, com árvores derrubadas e caminhos florestais obstruídos, está a aumentar a preocupação da Protecção Civil. O aviso foi deixado no Sardoal pelo comandante sub-regional de Emergência e Protecção Civil do Médio Tejo, David Lobato, durante a apresentação do Plano de Operações Sub-regional do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais para 2026. O responsável não escondeu que as previsões são preocupantes e que a região enfrenta constrangimentos acrescidos no terreno.
A dificuldade de acesso aos terrenos florestais pode ser decisiva. Um incêndio pequeno pode tornar-se grande se os meios ficarem retidos em caminhos bloqueados, advertiu David Lobato, sublinhando que a rapidez da primeira intervenção continua a ser a principal arma. Apesar de uma ligeira redução de meios humanos, com menos uma equipa de combate e menos uma equipa de apoio logístico face a 2025, o dispositivo é considerado “muito idêntico” ao dos últimos anos. Entre Julho e Setembro, o Médio Tejo contará com 136 equipas, 448 operacionais, 135 veículos e quatro máquinas de rasto. Os bombeiros continuam a ser a espinha dorsal da resposta, com 107 equipas e 384 operacionais, apoiados por sapadores florestais, GNR/UEPS e Afocelca. No ar, a região poderá dispor de até quatro meios na fase Delta, incluindo helicópteros bombardeiros ligeiros e pesados. Uma das novidades passa pelo reforço da utilização de retardante, agora também disponível a partir dos centros de meios aéreos de Proença-a-Nova e Cernache, além de Santarém. David Lobato deixou ainda um alerta para o peso do incendiarismo e da negligência, apelando à população para denunciar situações suspeitas. Desde o início do ano, o Médio Tejo já registou 66 incêndios rurais, o terceiro pior registo desde 2016. O presidente da CIM, Manuel Jorge Valamatos, defendeu a manutenção dos comandos sub-regionais e valorizou o papel das freguesias, caçadores e empresas florestais na vigilância do território.

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