A Distriovo sempre teve uma forte ligação à comunidade
Empresa de Emanuel Silva, com sede em Salvaterra de Magos, comercializa, para além de ovos, outros produtos, abastecendo hotéis, restaurantes, cafetarias, bares, refeitórios, hospitais e supermercados.
Qual a importância para si de manter a empresa em Salvaterra de Magos?
Faz todo o sentido continuar aqui. Foi aqui que comecei, é aqui que estão as minhas raízes e as pessoas que acreditaram em mim desde o início. E o interior também merece oportunidades e investimento.
A Distriovo pode ser um exemplo de que é possível criar negócios no Ribatejo?
Sem dúvida. Hoje já não é obrigatório estar em Lisboa ou no Porto para construir um projecto sólido. Com trabalho, visão e persistência, é possível crescer aqui e criar oportunidades na região.
Que conselho daria a alguém que tenha receio de arriscar no interior?
Diria para acreditar mais nele próprio. É natural haver receio, mas ninguém cresce sem arriscar. O importante é começar, trabalhar com humildade e não desistir ao primeiro obstáculo. Muitas vezes as melhores oportunidades estão mesmo ao nosso lado.
Como se desenvolveu a empresa?
O começo foi simples. Muita vontade de trabalhar, uma carrinha e a preocupação de cumprir sempre com os clientes. O negócio cresceu muito pela confiança e pelo passa-a-palavra. Fomos reinvestindo tudo o que ganhávamos, melhorando a logística, aumentando a oferta e criando relações sólidas. Hoje a Distriovo já tem outra dimensão, mas continua com a mesma mentalidade de proximidade e esforço diário”.
Recentemente a equipa cresceu de 3 para 7 funcionários. O crescimento traz mais dores de cabeça?
Senti uma grande responsabilidade, porque contratar pessoas da nossa terra é também assumir um compromisso com as suas famílias. Mas o segredo é continuar próximo da equipa. Eu gosto de estar no terreno, acompanhar tudo e transmitir os valores da empresa: rapidez, honestidade e compromisso. Podemos crescer, mas não podemos perder a agilidade nem o contacto humano.
Qual o papel da tecnologia no seu negócio?
A tecnologia ajuda muito na organização e na rapidez, mas a relação humana continua a ser o mais importante. O cliente gosta de sentir confiança, saber que do outro lado está alguém disponível para resolver problemas.
Tem defendido que um IVA mais baixo reduziria a fuga às facturas. Que outras medidas fiscais poderiam ajudar as empresas locais a crescer de forma mais sustentável?
Menos carga fiscal sobre as pequenas empresas e menos burocracia fariam uma enorme diferença. Muitas vezes as empresas perdem demasiado tempo em papelada e impostos, quando podiam estar focadas em crescer, criar emprego e investir.
A Distriovo tem apostado em novos produtos alimentares para além dos ovos. Que critérios usa para decidir que novo produto deve entrar no vosso catálogo?
Temos de perceber primeiro se existe procura e se o produto faz sentido para os nossos clientes. Depois avaliamos a qualidade, a fiabilidade do fornecedor e se conseguimos garantir um bom serviço de entrega.
Quais os seus planos para o futuro?
Continuar a crescer de forma sustentável e organizada, consolidar a nossa presença, reforçar a equipa e aumentar a capacidade de resposta. O futuro dirá até onde conseguimos chegar.
Costumam apoiar associações locais, eventos ou instituições de solidariedade da região? Considera que uma empresa tem o dever de ser um agente activo na sua comunidade?
Sempre que conseguimos tentamos ajudar. Acho que uma empresa não deve viver fechada em si própria. Se a comunidade cresce, todos crescemos juntos.


