Sociedade | 25-05-2026 10:00

Incendiaram carros por vingança em Vila Franca de Xira

Incendiaram carros por vingança em Vila Franca de Xira
foto arquivo

Trio foi apanhado pela Polícia Judiciária por crimes cometidos há dois anos no concelho de Vila Franca de Xira que geraram alarme social.

Dois homens e uma mulher, de 34, 35 e 46 anos, foram detidos na última semana pela Polícia Judiciária por suspeitas de estarem envolvidos em crimes de incêndio de duas viaturas, ocorridos no concelho de Vila Franca de Xira em Fevereiro de 2024. Em comunicado, a PJ informa que o trio actuou num contexto de vingança contra o dono de um dos automóveis, tendo os suspeitos usado líquido acelerante e chama directa para atear os fogos.
Dos incêndios resultaram danos numa viatura e a destruição total da outra que se encontrava nas proximidades, além de estragos em mobiliário urbano. A PJ lembra o risco de estes crimes poderem propagar as chamas para habitações próximas, o que só não aconteceu graças a uma pronta intervenção dos bombeiros. Os detidos foram presentes a primeiro interrogatório judicial e aguardam ainda pela aplicação das medidas de coacção.
O fogo posto em automóveis no concelho de Vila Franca de Xira é um problema que se vai registando ao longo dos anos. São exemplo disso, como O MIRANTE deu nota, o fogo em dois automóveis e contentores de resíduos em Abril de 2023 no Forte da Casa, também com suspeitas de conduta dolosa. No entanto, um dos casos que maior impacto teve na comunidade, na década anterior, foi o fogo posto em nove automóveis que estavam estacionados na via pública em Vialonga, em 2015. Os autores do crime nunca foram apanhados e o caso acabou arquivado por falta de provas, deixando a maioria dos proprietários sem receber qualquer compensação pelos prejuízos.
Neste último caso, como o nosso jornal deu nota, oito dos nove proprietários acabaram por ter de arcar com as despesas, porque apenas tinham seguro contra terceiros que não cobriam actos de vandalismo. Apenas num dos casos o dono do automóvel tinha seguro contra todos os riscos e, por isso, conseguiu que a seguradora suportasse o prejuízo. Todos os incêndios começaram entre as quatro e as cinco da madrugada. Suspeita-se que tenham sido usados engenhos pirotécnicos para deflagrar as chamas junto às rodas traseiras dos automóveis, o que depois levou a um alastrar do fogo ao resto do veículo e, em alguns casos, aos automóveis estacionados próximos, causando ainda danos em habitações.

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