Última criança infectada com bactéria no Hospital Vila Franca de Xira já teve alta
Filho de Isac Rocha do Carregado esteve duas semanas a lutar pela vida. Não há, à data de fecho desta edição, outros casos conhecidos de campilobacteriose no hospital.
Já teve alta o filho de Isac Rocha, do Carregado, que foi uma das duas crianças infectadas com a bactéria Campylobacter no Hospital Vila Franca de Xira na última semana. A criança está bem e os pais agradecem todo o apoio da comunidade nos últimos dias que foram de grande aflição. A Unidade Local de Saúde do Estuário do Tejo (ULSET), entidade que gere a unidade hospitalar, já tinha afastado o cenário de um surto bacteriológico na pediatria ou na comunidade.
Os inquéritos epidemiológicos realizados pela Autoridade de Saúde Pública às famílias dos dois bebés (de 2 e 10 meses, residentes em Vila Franca de Xira e no Carregado) não detectaram qualquer ligação entre eles. Não partilharam espaços nem estiveram juntas no hospital. Baseando-se nos dados obtidos, a ULSET reitera que se tratou de uma coincidência temporal de casos isolados, sem evidência de contágio institucional. A infecção pela bactéria Campylobacter afecta o trato gastrointestinal, provocando febres altas persistentes, dores abdominais e diarreia severa, frequentemente acompanhada de sangue. Embora a maioria dos doentes recupere de forma natural entre dois a cinco dias, a infecção requer cuidados redobrados e pode mesmo ser fatal em recém-nascidos, idosos ou pessoas com o sistema imunitário fragilizado.
A transmissão desta bactéria ocorre habitualmente através do consumo de carne de aves ou bovina mal cozinhada, leite não pasteurizado ou água contaminada, sendo também comum na flora intestinal de animais domésticos como cães e gatos.


