Casa do Povo de Almeirim investe meio milhão para dar nova vida ao edificio
As obras podem avançar em Setembro, com capitais próprios e apoios, para criarem melhores condições para as actividades do folclore e do orfeão e iniciativas culturais.
A Casa do Povo de Almeirim prepara‑se para lançar um concurso público, com convite a três empresas, para a requalificação do edifício de dois pisos situado de frente para o Jardim dos Charquinhos, perto do novo multiusos do IVV e do centro escolar dos Charcos. O investimento global ascende a meio milhão de euros e será executado em duas fases, confirmou o presidente da instituição, José Alberto Moreira, que gostaria que as obras começassem já em Setembro.
A primeira intervenção vai incidir sobre o primeiro andar, onde existe um salão que ocupa quase toda a área do piso e que é utilizado para espectáculos e para os ensaios dos ranchos folclóricos da Casa do Povo e das Velhas Guardas de Almeirim, bem como pelo Orfeão de Almeirim, associação da qual o dirigente faz parte e chegou a presidir. O projecto inclui a instalação de um elevador interior, o rebaixamento do palco para permitir outros tipos de eventos e a renovação das paredes e restantes elementos do espaço.
A segunda fase só poderá avançar quando a Segurança Social, que ocupa todo o rés‑do‑chão há vários anos, for transferida para outras instalações, processo que está a ser articulado com a Câmara de Almeirim. Para esse piso está prevista a criação de gabinetes para as três instituições que integram a Casa do Povo, uma sala de reuniões, uma sala polivalente para exposições, colóquios e outras iniciativas, e a reactivação do museu etnográfico que existia antes de o espaço ser ocupado pela Segurança Social.
O plano global de requalificação contempla ainda a substituição da iluminação e das janelas por soluções mais eficientes, a aplicação de isolamento térmico e a recuperação das paredes interiores e exteriores. A instituição está a tentar garantir financiamento nacional ou europeu, mas dispõe de verba suficiente para avançar já com a primeira fase. A direcção está também a fazer conta com um apoio financeiro da câmara, que assegura a sustentabilidade do projecto, além do acompanhamento técnico do município nos trâmites do concurso e na área da engenharia civil.
A maior parte da receita da Casa do Povo provém da renda mensal paga pela Segurança Social. Há dois anos, as contas foram reforçadas com a venda aos bombeiros voluntários do pavilhão onde funcionou o supermercado da antiga cooperativa de consumo Abastim, situado ao lado da instituição.


