Sociedade | 26-05-2026 12:54

Casa do Povo de Almeirim investe meio milhão para dar nova vida ao edificio

Casa do Povo de Almeirim investe meio milhão para dar nova vida ao edificio

As obras podem avançar em Setembro, com capitais próprios e apoios, para criarem melhores condições para as actividades do folclore e do orfeão e iniciativas culturais.

A Casa do Povo de Almeirim preparase para lançar um concurso público, com convite a três empresas, para a requalificação do edifício de dois pisos situado de frente para o Jardim dos Charquinhos, perto do novo multiusos do IVV e do centro escolar dos Charcos. O investimento global ascende a meio milhão de euros e será executado em duas fases, confirmou o presidente da instituição, José Alberto Moreira, que gostaria que as obras começassem já em Setembro.

A primeira intervenção vai incidir sobre o primeiro andar, onde existe um salão que ocupa quase toda a área do piso e que é utilizado para espectáculos e para os ensaios dos ranchos folclóricos da Casa do Povo e das Velhas Guardas de Almeirim, bem como pelo Orfeão de Almeirim, associação da qual o dirigente faz parte e chegou a presidir. O projecto inclui a instalação de um elevador interior, o rebaixamento do palco para permitir outros tipos de eventos e a renovação das paredes e restantes elementos do espaço.

A segunda fase só poderá avançar quando a Segurança Social, que ocupa todo o résdochão há vários anos, for transferida para outras instalações, processo que está a ser articulado com a Câmara de Almeirim. Para esse piso está prevista a criação de gabinetes para as três instituições que integram a Casa do Povo, uma sala de reuniões, uma sala polivalente para exposições, colóquios e outras iniciativas, e a reactivação do museu etnográfico que existia antes de o espaço ser ocupado pela Segurança Social.

O plano global de requalificação contempla ainda a substituição da iluminação e das janelas por soluções mais eficientes, a aplicação de isolamento térmico e a recuperação das paredes interiores e exteriores. A instituição está a tentar garantir financiamento nacional ou europeu, mas dispõe de verba suficiente para avançar já com a primeira fase. A direcção está também a fazer conta com um apoio financeiro da câmara, que assegura a sustentabilidade do projecto, além do acompanhamento técnico do município nos trâmites do concurso e na área da engenharia civil.

A maior parte da receita da Casa do Povo provém da renda mensal paga pela Segurança Social. Há dois anos, as contas foram reforçadas com a venda aos bombeiros voluntários do pavilhão onde funcionou o supermercado da antiga cooperativa de consumo Abastim, situado ao lado da instituição.

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