Sociedade | 27-05-2026 10:00

Torres Novas reforça cirurgia de ambulatório com ampliação do bloco operatório

Hospital de Torres Novas – foto arquivo

Investimento de 400 mil euros vai permitir criar duas salas operatórias modernas no Hospital de Torres Novas, numa aposta da ULS Médio Tejo para aumentar a resposta cirúrgica sem recurso ao internamento convencional.

A Unidade Local de Saúde do Médio Tejo vai avançar com a ampliação do bloco operatório do Hospital de Torres Novas, num investimento estimado em cerca de 400 mil euros, depois do crescimento da actividade do Centro de Responsabilidade Integrado de Cirurgia de Ambulatório em 2025. A intervenção deverá reforçar o papel daquela unidade hospitalar na resposta cirúrgica em regime de ambulatório, libertando camas de internamento para casos clínicos mais complexos. Segundo a ULS Médio Tejo, a obra permitirá dotar o hospital de duas salas operatórias modernas, com capacidade de pernoita e acompanhamento dedicado por equipas multiprofissionais e de anestesiologia. O objectivo é tornar mais autónomos os circuitos de cirurgia de ambulatório e aumentar a capacidade de resposta aos utentes sem necessidade de internamento convencional.
Criado no final de 2024, o Centro de Responsabilidade Integrado de Cirurgia de Ambulatório reorganizou os circuitos destinados aos doentes submetidos a cirurgias sem internamento, concentrando várias especialidades em programas próprios. Os resultados apresentados pela administração da ULS apontam para um crescimento significativo da actividade. Em 2025, a Cirurgia Geral realizou 694 intervenções em circuito independente, valor que representa 78% da actividade ambulatória da especialidade e que supera largamente a meta prevista de 360 cirurgias. Também a Urologia ultrapassou os objectivos contratualizados, com 124 intervenções realizadas, face às 108 previstas. A Otorrinolaringologia, por sua vez, consolidou programas dedicados exclusivamente ao ambulatório.
A taxa de procedimentos em ambulatório subiu para 85,96%, acima dos 80,12% registados em 2023. No total, a equipa multidisciplinar do CRIAmb apoiou 7.161 intervenções cirúrgicas e 1.446 programas operatórios ao longo de 2025. O presidente do conselho de administração da ULS Médio Tejo, Casimiro Ramos, defende que os resultados mostram que a reorganização “está a gerar ganhos para os utentes e para o Serviço Nacional de Saúde”. Já o director do CRIAmb, Miguel Reis, considera que o novo modelo confirma o seu potencial, embora reconheça que há ainda um caminho exigente para aumentar a capacidade de resposta. Depois da ampliação prevista para este ano, Torres Novas deverá assumir maior protagonismo na cirurgia de ambulatório da ULS Médio Tejo, enquanto o Hospital de Tomar ficará mais orientado para Oftalmologia, Otorrinolaringologia e Intervenção na Dor.

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