Sociedade | 28-05-2026 15:00

Centro de Apoio à Vítima de VFX atendeu mais de três mil pessoas em cinco anos

Centro de Apoio à Vítima de VFX atendeu mais de três mil pessoas em cinco anos
VFX juntou técnicos e autarcas no Ateneu Vilafranquense para debater os dez anos de trabalho social no concelho - foto O MIRANTE

Vila Franca de Xira fez balanço de dez anos de intervenção social integrada. O serviço, distinguido com a Bandeira de Mérito Social 2026, envolve actualmente dezenas de entidades parceiras e milhares de atendimentos em diferentes áreas sociais.

O Município de Vila Franca de Xira assinalou os 10 anos do Serviço de Atendimento e Acompanhamento Social Integrado (SAASI) com um encontro no Ateneu Artístico Vilafranquense. Técnicos municipais, professores universitários e representantes das entidades parceiras intervieram para falar sobre um serviço que foi distinguido com a Bandeira de Mérito Social 2026, concedida pela Associação Nacional de Gerontologia Social. O protocolo do novo modelo de intervenção social no concelho de Vila Franca de Xira, o SAASI, foi assinado pela primeira vez a 27 de Abril de 2016 com 28 entidades parceiras, sendo que em 2019 já eram 32 as entidades a fazer parte desta rede.
De acordo com os dados apresentados pelas equipas, entre 2021 e 2025 o Centro de Apoio à Vítima realizou 3.299 atendimentos e integrou 21 pessoas em casas abrigo e uma pessoa em Estrutura Residencial para Pessoas Idosas. No mesmo período, o programa Pontes georreferenciou 625 pessoas, sendo que continuam a ser acompanhadas 402. O mesmo programa realizou 131 serviços de teleassistência, estando ainda ativos 101.
O Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes (CLAIM) efetuou, entre 2021 e 2025, no total, 4525 atendimentos. Já o Balcão da Inclusão realizou 890 atendimentos, tendo acompanhado 81 agregados familiares, com 17 agregados a terem apoio através do 360º Acessibilidades. No que diz respeito à população sem abrigo, foram atendidas 543 pessoas e destas 10 foram integradas em centros de acolhimento.
Outros dados revelados indicam que, entre 2023 e 2025, foram atendidos 1.241 cidadãos, com a Emergência Social a fazer 372 sinalizações e 1.364 atendimentos. No Regime de Maior Acompanhado foram feitas 329 colaborações ao Ministério Público. No ano de 2025, a Garantia para a Infância acompanhou 54 crianças de 20 agregados familiares e o Radar Social recebeu 41 sinalizações e encaminhou para o SAASI 15 casos.

Imigração exige novas respostas
Na sessão de abertura do encontro, o director do Centro Distrital de Lisboa do Instituto da Segurança Social, Ricardo Antunes, alertou para “o crescimento de fenómenos como a precariedade laboral e a existência de trabalhadores em situação de pobreza, demonstrando que o trabalho, por si só, já não constitui garantia de inclusão”. O responsável referiu ainda que o envelhecimento, a dependência, o aumento do isolamento social, a dificuldade de acesso à habitação condigna e a emergência de novas formas de exclusão, designadamente a exclusão digital, condicionam o acesso a direitos e a serviços essenciais.
Já o presidente do município, Fernando Paulo Ferreira, falou sobre os desafios resultantes de uma realidade em que as famílias estão mais pequenas e com muitas situações de monoparentalidade, o que acentua o risco de pobreza. Referiu-se ainda à imigração, com muitas famílias que não falam português. “Já houve várias vagas de imigração ao longo destes dez anos e ao longo dos outros dez que os precederam. A verdade é que agora o clima de animosidade social, para não dizer de violência, sobretudo nas redes sociais, vem introduzir aqui um dado novo para o qual é preciso dar resposta. E essa resposta só pode ser encontrada se conseguirmos trabalhar mais próximo da comunidade”, sublinhou o autarca.

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