Dia do Brincar mostra que nem sempre é fácil contrariar reparações demoradas nos parques infantis
No Dia Internacional do Brincar, os presidentes das juntas de freguesia de Samora Correia e de Benavente lutam para manter equipamentos seguros, confortáveis e adaptados às necessidades das crianças, algo que a burocracia tende a atrasar.
As exigências legais, a falta de sombras e a dificuldade em substituir peças danificadas são factores que condicionam a manutenção dos parques infantis um pouco por todo o país e as freguesias de Samora Correia e Benavente não fogem à regra, admitem os presidentes das duas juntas, no Dia Internacional do Brincar, que se assinala esta quinta-feira, 28 de Maio.
Em Samora Correia, Jorge Paiva explica que a junta tem 16 parques infantis sob a sua responsabilidade e que foi assinado o procedimento de contratação para intervir em 13 desses espaços. Outros três necessitam de uma avaliação mais profunda, por exigirem obras de maior dimensão.
O autarca refere que a Câmara Municipal de Benavente realiza inspecções trimestrais aos parques, mas a junta pretende avançar também com a certificação anual obrigatória através de uma empresa credenciada, o que não se verificava. Jorge Paiva defende que é necessário garantir que todos os equipamentos cumprem as normas legais.
Um dos principais entraves está na substituição de peças. Segundo o presidente da junta, muitos equipamentos são importados da Alemanha ou da China e, ao fim de poucos anos, deixam de ter componentes disponíveis no mercado, o que torna as reparações mais demoradas. No Arneiro dos Corvos, por exemplo, um trampolim avariado está vedado enquanto a junta aguarda pela peça necessária.
A falta de sombra é outro problema identificado. Jorge Paiva reconhece que há parques completamente expostos ao sol, onde os brinquedos ficam demasiado quentes durante o Verão, limitando a utilização pelas crianças. A junta já pediu orçamentos para instalar estruturas de sombreamento e prevê avançar este ano com uma ou duas intervenções.
Em Benavente, Ivete Mateus também reconhece que muitos parques foram herdados sem estarem pensados para as exigências actuais, sobretudo ao nível da sombra e do conforto térmico. A presidente da junta sublinha que não é possível reparar e reabrir equipamentos sem garantir o cumprimento das normas de segurança.
A autarca acrescenta que pequenas intervenções podem ser feitas directamente pela junta, mas reparações em baloiços, escorregas ou pisos amortecedores exigem empresas certificadas e procedimentos administrativos que tornam a resposta mais lenta. A requalificação do parque infantil dos Foros da Charneca, recentemente vandalizado, é uma das intervenções já identificadas como prioritárias.


