Falta de médicos de família é um flagelo no Vale do Tejo e Oeste
As Unidades Locais de Saúde do Oeste e do Estuário do Tejo são as que têm menor percentagem de utentes com médico de família a nível nacional. Médio Tejo e Lezíria do Tejo também estão abaixo da média nacional.
O relatório de monitorização da Entidade Reguladora da Saúde (ERS) sobre os Cuidados de Saúde Primários (CSP) em 2024 e 2025 revela que, em Dezembro 2025, 85,3% dos utentes inscritos em Portugal continental tinham médico de família atribuído, valor próximo do registado em 2024 (85,4%). Mas as disparidades a nível do território são evidentes e a região do Vale do Tejo e Oeste é a que fica pior na fotografia.
Se várias ULS apresentam valores acima da média nacional, com níveis de cobertura próximos ou iguais a 100%, como Tâmega e Sousa (100,0%), Barcelos/Esposende (100,0%), Baixo Mondego (99,4%) ou Médio Ave e Alto Minho (ambas com 99,3%), as ULS do Oeste (53,4%) e do Estuário do Tejo (53,2%) – que mesmo assim subiu 3,2% de 2024 para 2025 - são as que têm menor percentagem de utentes com médico de família a nível nacional. Seguem-se as ULS da Arrábida (62,1%), Arco Ribeirinho (64,9%) e Amadora/Sintra (66,3%), todas na zona de Lisboa.
A percentagem de utentes com médico de família regrediu também no Médio Tejo, de 71,1% para 67,5%, e na Lezíria do Tejo, de 82,1% para 80,7%, de 2024 para 2025, estando ambas as ULS abaixo da média nacional nesse indicador.


