Sociedade | 29-05-2026 10:00

A grande sala de espectáculos de Santarém vai ser no CNEMA

A grande sala de espectáculos de Santarém vai ser no CNEMA
O arruinado Teatro Rosa Damasceno é para recuperar e colocar ao serviço da população.

Presidente da Câmara de Santarém diz que não há financiamento para construir de raiz um grande recinto para espectáculos na cidade, pelo que a opção passa pelo grande auditório do Centro Nacional de Exposições, propriedade de uma sociedade controlada pela CAP. Independentemente disso, o Teatro Rosa Damasceno é para recuperar e colocar ao serviço da população.

O presidente da Câmara de Santarém, João Leite (PSD), defende que a sala para espectáculos de grande dimensão de que Santarém necessita deve ser no grande auditório do Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas (CNEMA), mediante modificações a efectuar no espaço, independentemente da reabilitação do arruinado Teatro Rosa Damasceno, recentemente adquirido e que o autarca quer recuperar. O CNEMA é gerido pela Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), que tem posição dominante nessa sociedade e onde o município escalabitano é o segundo maior accionista.
Na última reunião do executivo, João Leite defendeu essa solução, depois de o vereador Nuno Domingos (PS), que no anterior mandato tutelou a área da Cultura, ter manifestado reservas quanto ao que se pretende fazer do Teatro Rosa Damasceno (TRD), num artigo publicado no jornal Correio do Ribatejo. O vereador considera que o imóvel deve ser preservado e deve continuar a ter uma função ligada às artes de palco, mas “não tem condições para ser hoje o teatro municipal que falta à cidade”.
Para Nuno Domingos, essa sala de espectáculos deve ter cerca de 700 lugares e ser vocacionada para acolher grandes produções artísticas, como concertos sinfónicos com orquestra, coro e solistas, grandes produções de dança, de teatro ou de circo, entre outras. E ser dotada de um cais técnico com acesso directo ao palco e zona de manobra exterior capaz de acolher camiões de grande tonelagem. Acrescenta que a localização desse novo recinto deve respeitar a inserção no tecido urbano, ter fácil acesso e ser servida por transportes públicos e estacionamento. Ora, diversas dessas condições são difíceis de cumprir na zona do centro histórico onde se localiza o Teatro Rosa Damasceno.
João Leite considera que a posição de Nuno Domingos é uma reflexão importante no âmbito do debate democrático, embora divirja nalguns pontos. O autarca diz que é necessário o centro histórico ter pessoas e, para isso, é fundamental criar pontos de atracção, como deve vir a ser o Rosa Damasceno, mas também a antiga Escola Prática de Cavalaria, o antigo presídio militar ou o mercado municipal. Para o TRD pretende-se criar uma sala até 550 lugares e constituir nessa zona um núcleo cultural forte, juntamente com o Teatro Taborda e um anfiteatro a construir entre essas duas salas de espectáculos.
O presidente vinca que não há financiamento comunitário para construir um novo edifício de raiz, que custaria entre 10 a 15 milhões de euros. Por isso entende que a solução deve ser no CNEMA, num auditório que conta com 1200 lugares sentados, depois de se resolverem as condicionantes relacionadas com o palco que poderão custar entre 1,5 e 2 milhões de euros.

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