Sociedade | 29-05-2026 12:00

Abrantes dá luz verde urbanística a segundo centro de dados junto à central do Pego

Abrantes dá luz verde urbanística a segundo centro de dados junto à central do Pego

Câmara de Abrantes aprovou por unanimidade um pedido de informação prévia para a instalação de um novo centro de dados no concelho, desta vez promovido pela Hyperion Renewables Services.

A antiga central a carvão do Pego continua a marcar o futuro económico de Abrantes, agora pela capacidade eléctrica instalada que atrai grandes investimentos ligados à energia e à tecnologia. A Câmara Municipal aprovou, na reunião de câmara, um pedido de informação prévia (PIP) para a instalação de um segundo centro de dados no concelho, num projecto da Hyperion Renewables Services previsto para uma zona próxima da rotunda de Alvega e do ponto de injecção de energia associado à central. O presidente da autarquia, Manuel Jorge Valamatos, sublinhou que a deliberação não representa a aprovação final do investimento, mas apenas o reconhecimento da viabilidade urbanística da operação. “Não estamos aqui a aprovar esse investimento, estamos apenas a dizer que, do ponto de vista urbanístico, é possível aquele espaço servir para a sua implementação”, afirmou. Segundo o autarca, está em causa “outro centro de dados”, envolvendo “um grande edifício e um grande investimento”, atraído pela infraestrutura energética existente no Pego. Para Manuel Jorge Valamatos, o ponto de injecção eléctrica é um activo decisivo para o concelho, por “promover e incentivar” este tipo de projectos. “Abrantes é seguramente um território de futuro”, defendeu.
O pedido aprovado diz respeito à instalação de um conjunto de edifícios de serviços destinados a centro de dados, com potência de ligação de 200 MVA. O projecto terá já estatuto PIN – Projecto de Interesse Nacional – e prevê uma área de construção que ronda os 15 hectares. Na mesma reunião, o vice-presidente da Câmara, João Gomes, explicou que o processo foi sujeito a parecer de várias entidades, entre as quais a Agência Portuguesa do Ambiente, CCDR-LVT, REN, E-Redes, Direcção-Geral de Energia e Geologia, ICNF, ANACOM, Infraestruturas de Portugal e Protecção Civil. Os pareceres recolhidos foram favoráveis, embora condicionados.
A Agência Portuguesa do Ambiente exige a apresentação de um estudo de impacte ambiental na fase de licenciamento. A autarquia pediu ainda um parecer jurídico adicional à CCDR-LVT para confirmar o enquadramento urbanístico da operação, tendo em conta a proximidade da infraestrutura energética do Pego. De acordo com os dados avançados por João Gomes, a parcela em causa tem mais de um milhão de metros quadrados. O projecto prevê uma área de implantação de cerca de 151 mil metros quadrados e uma área de construção próxima dos 287 mil metros quadrados.
Este é o segundo projecto de centro de dados anunciado para Abrantes, depois do investimento da EDC ONE Lda, previsto para os terrenos da antiga RPP Solar, também junto à Central do Pego. Em Setembro de 2025, a Câmara aprovou isenções fiscais e taxas municipais no valor de 16,2 milhões de euros para esse projecto, associado a um investimento anunciado de sete mil milhões de euros.

Mais Notícias

    A carregar...
    Logo: Mirante TV
    mais vídeos
    mais fotogalerias