Sociedade | 29-05-2026 12:00

Lixeira a céu aberto revolta moradores na Póvoa da Isenta

Lixeira a céu aberto revolta moradores na Póvoa da Isenta
Deposição de resíduos junto a uma antiga fábrica degradada preocupa moradores - foto DR

Resíduos acumulados há vários anos junto a uma antiga fábrica em avançado estado de degradação estão a causar indignação entre moradores da Póvoa da Isenta, no concelho de Santarém. População fala em perigo para a saúde pública, poluição visual e falta de civismo.

Uma lixeira a céu aberto, instalada junto ao edifício degradado de uma antiga empresa na Póvoa da Isenta, concelho de Santarém, está a revoltar moradores que vivem nas imediações e passam diariamente pelo local. O espaço, visível a partir da via pública, apresenta uma acumulação de resíduos de várias naturezas, entre entulho, plásticos, restos de materiais e lixo indiferenciado, num cenário que se tem agravado ao longo dos anos. Quem ali mora diz que o problema não é novo e que a situação se arrasta sem que se veja uma solução. O edifício abandonado, já em avançado estado de degradação, contribui para a imagem de abandono daquele ponto da localidade, onde a paisagem rural contrasta com a acumulação de detritos e com a sensação de desleixo que os moradores dizem sentir todos os dias.
“Para além da poluição visual, esta situação é claramente um perigo para a saúde pública e uma falta de civismo”, refere uma moradora a O MIRANTE, lamentando que o espaço continue a servir de depósito de lixo. A munícipe sublinha que a degradação do local não afecta apenas a imagem da povoação, mas também a qualidade de vida de quem ali reside e convive diariamente com a presença de resíduos ao ar livre. A indignação tornou-se maior pelo facto de ter sido colocada recentemente uma vedação no espaço, sem que a lixeira tenha sido removida. “Para piorar a situação, os proprietários colocaram uma vedação e nem se dignaram a remover a lixeira. É completamente injustificável e intolerável que se permita uma coisa destas. Os proprietários deviam ser responsabilizados”, afirma a moradora.
Os residentes defendem que é necessária uma intervenção urgente, quer para a remoção dos resíduos, quer para a responsabilização de quem permite a manutenção daquela situação. Para quem vive na Póvoa da Isenta, o caso deixou de ser apenas um problema de limpeza e tornou-se, como afirma esta moradora, um sinal de abandono que exige resposta das entidades competentes.

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