Sociedade | 29-05-2026 08:56
Lusical e CIMPOR reduzem emissões poluentes; TAP e refinaria de Sines são as mais poluentes do país
A Lusical, em Santarém, e a CIMPOR de Alhandra continuam entre as 10 instalações mais poluentes do país, segundo a associação ambientalista Zero, embora tenham travado as emissões em 2025. A fábrica de cal de Santarém manteve o 10.º lugar, enquanto a cimenteira de Alhandra reduziu em 25% as emissões.
A refinaria de Sines, da Petrogal, e a TAP foram as instalações/empresas mais poluentes do país em 2025, segundo um balanço divulgado pela Zero, que aponta também para um forte aumento das emissões das centrais eléctricas a gás natural fóssil. No conjunto, as 10 entidades mais poluentes foram responsáveis pela emissão de 8,9 milhões de toneladas de dióxido de carbono, mais 7% do que em 2024, ano em que tinham emitido 8,3 milhões de toneladas. A refinaria de Sines manteve-se, pelo sexto ano consecutivo, como a instalação mais poluente do país, apesar de ter reduzido as emissões em 16%, para 2,2 milhões de toneladas. Seguiu-se a TAP, com 1,1 milhões de toneladas de CO2, mais 1% do que no ano anterior.
Entre as unidades com expressão no território de influência de O MIRANTE, destaque para a LUSICAL, em Santarém, dedicada à produção de cales não hidráulicas, que surge em 10.º lugar na lista nacional, descendo uma posição e mantendo o mesmo nível de emissões. A CIMPOR de Alhandra ocupa o quinto lugar, apesar de uma redução expressiva de 25% nas emissões. Já a CIMPOR de Souselas mantém-se no quarto posto, com uma redução de 1%. A lista inclui ainda a Central Termoelétrica de Lares, na Figueira da Foz, que subiu de oitavo para terceiro lugar, com um aumento de 215% nas emissões, e duas centrais com ligação directa à região: a ELECGÁS, do Pego, que se manteve em sexto lugar mas aumentou as emissões em 43%, e a Central Termoelétrica do Ribatejo, da EDP, que registou a maior subida, passando do 16.º para o sétimo lugar, com mais 326% de emissões.
A Zero associa o aumento das emissões das centrais a gás natural fóssil à gestão da produção elétrica após o apagão, assinalando um acréscimo de 1,4 milhões de toneladas nas emissões dessas unidades. A associação ambientalista defende que os principais sectores emissores devem acelerar uma transição justa de abandono dos combustíveis fósseis, com maior aposta nas energias renováveis.
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