Sociedade | 30-05-2026 18:00

Circular Urbana do Cartaxo em “pré-ruína” vai ser requalificada por mais de 1,2 milhões

Circular Urbana do Cartaxo em “pré-ruína” vai ser requalificada por mais de 1,2 milhões
Município revela que diagnóstico da via aponta para um estado crítico de um pavimento que suporta diariamente milhares de veículos pesados - foto O MIRANTE

Circular Urbana do Cartaxo, uma das principais vias de acesso e circulação da cidade, vai ser requalificada num troço considerado em estado crítico e de “pré--ruína”, num investimento municipal superior a 1,27 milhões de euros.

A Câmara do Cartaxo vai avançar com a requalificação do troço 2 da Circular Urbana, uma das vias mais importantes da cidade, num investimento superior a 1,27 milhões de euros. A intervenção, suportada integralmente pelo município, surge depois de um diagnóstico ter apontado para um estado crítico do pavimento, classificado como estando em situação de “pré-ruína”. A obra tem um prazo de execução de 240 dias e pretende devolver condições de segurança e conforto a uma estrada diariamente utilizada por cerca de cinco mil veículos ligeiros e mil pesados. O presidente da Câmara do Cartaxo, João Heitor, não escondeu a gravidade da situação, considerando que a via está em “estado de quase ruína” e representa perigo para quem nela circula. “É, de facto, trazer a segurança e conforto à mobilidade das pessoas. A estrada é uma via importantíssima para a cidade e para o concelho e está completamente deteriorada”, afirmou o autarca.
A intervenção prevê a reabilitação integral do pavimento rodoviário e pedonal, a substituição da sinalização vertical e horizontal, a melhoria da iluminação pública com tecnologia LED e a requalificação do sistema de drenagem de águas pluviais. Estão também previstas alterações na geometria de acessos, nomeadamente nas ligações à Avenida Mestre Cid, Alameda do Vinho e Circular Urbana Norte, bem como soluções para melhorar a circulação de veículos pesados. Durante os trabalhos, o município vai restringir a circulação de pesados, permitindo apenas trânsito local, cargas e descargas e transporte de passageiros. João Heitor justificou a medida com o elevado número de camiões que atravessam diariamente aquela via, muitos deles, segundo afirmou, apenas para evitar o pagamento de portagens. “Vamos aproveitar este momento para interromper a circulação de pesados, porque nesta via hoje passam cerca de mil camiões por dia”, referiu.
Apesar do avanço desta empreitada, o presidente da autarquia admitiu que a requalificação total da Circular Urbana, com 4,5 quilómetros de extensão, poderá custar cerca de seis milhões de euros, montante que o município não tem capacidade para suportar na totalidade. “Para reabilitarmos toda a Circular Urbana estima-se um valor à volta dos seis milhões de euros. É dinheiro que nós não temos”, reconheceu João Heitor. Ainda assim, o autarca defende que a intervenção agora lançada é indispensável para travar a degradação de uma infraestrutura considerada vital para o concelho. “Queremos proteger o nosso património e garantir segurança às pessoas do concelho”, concluiu.

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