Trabalhos a mais na Escola Mestre Martins Correia para melhorar condições do edifício
Reabilitação da Escola Mestre Martins Correia tem custos adicionais de cerca de 167 mil euros. Oposição votou contra e criticou falta de envolvimento nas alterações ao projecto inicial.
Os trabalhos complementares realizados no âmbito da empreitada de reabilitação da Escola Mestre Martins Correia, na Golegã, motivaram críticas da oposição e deram origem a debate político na reunião do executivo municipal. Em causa está uma despesa adicional de cerca de 167 mil euros, relativa a intervenções executadas durante a obra. A oposição votou contra o ponto, apesar de reconhecer a necessidade de algumas intervenções e o direito do empreiteiro a ser pago pelos trabalhos efectuados. A crítica centrou-se sobretudo na falta de envolvimento dos vereadores nas decisões que levaram à alteração do projecto inicial. “Não fomos vistos nem achados”, afirmou a vereadora Ana Caixinha, lamentando que a oposição apenas tenha sido confrontada com os custos depois dos trabalhos estarem realizados.
O executivo municipal justificou a despesa com a necessidade de aproveitar oportunidades de financiamento para introduzir melhorias em espaços que não estavam inicialmente previstos na empreitada, nomeadamente a biblioteca, o arquivo e outros blocos do estabelecimento de ensino. O engenheiro responsável pela obra explicou que algumas das intervenções permitiram corrigir falhas detectadas no decorrer dos trabalhos e melhorar as condições do edifício escolar, defendendo que as alterações acabaram por valorizar a reabilitação. O presidente da Câmara da Golegã, António Camilo, sublinhou que os valores em causa serão comparticipados através de financiamento comunitário, considerando que a autarquia procurou tirar partido dos fundos disponíveis para garantir uma intervenção mais completa na escola.


