Sociedade | 01-06-2026 15:00

Caminho cheio de buracos em Tagarro indigna moradores

Caminho cheio de buracos em Tagarro indigna moradores
António Guezo junto de um dos muitos buracos do caminho - foto O MIRANTE

Caminho de serventia na freguesia de Alcoentre está em mau estado e tem motivado queixas de moradores. Junta admite dificuldades, com muitos caminhos vicinais a precisar de intervenção, mas garante que a reparação será feita.

Os moradores de Tagarro, na freguesia de Alcoentre, concelho de Azambuja, queixam-se do estado degradado de um caminho que serve várias habitações e que, dizem, se tornou um risco para quem ali passa diariamente. A estrada apresenta buracos fundos, piso irregular e valetas pronunciadas nas bermas, obrigando os condutores a manobras arriscadas para evitar danos nas viaturas.
António Guezo, um dos moradores que utiliza diariamente aquele acesso para entrar e sair de casa, diz estar cansado de esperar por uma solução. Além dos prejuízos provocados no carro, o morador teme que a degradação da via acabe por provocar um acidente mais grave. “Se me for a desviar dos buracos, corro um grande risco de ir parar dentro de uma valeta”, afirmou a O MIRANTE.
O problema não afecta apenas os automobilistas. Segundo os moradores, uma pessoa já caiu naquele caminho, quando circulava de bicicleta para aceder a um terreno que é seu, precisamente devido ao mau estado do piso. António Guezo garante que já alertou a Junta de Freguesia de Alcoentre para o estado do caminho, mas lamenta que a intervenção tarde em chegar. “Vamos esperar até quando?”, questiona, com alguma indignação por considerar que a reparação não pode continuar a ser adiada por questões de “segurança” de quem ali circula.
Contactado por O MIRANTE, o presidente da Junta de Freguesia de Alcoentre, André Silva, que cumpre o seu primeiro mandato, reconhece que há muitas necessidades de reparação de caminhos vicinais na freguesia. O autarca afirma que a junta tem procurado responder às situações à medida que é alertada pela população, mas sublinha que os meios disponíveis são limitados. “Infelizmente não temos equipamento para arranjar tudo ao mesmo tempo ou com a rapidez com que gostaríamos, mas temos estado a intervir consoante as pessoas nos alertam”, explicou André Silva. Sobre o caminho em causa, o presidente da junta garante que a reparação vai avançar, embora não consiga indicar uma data concreta.
O autarca, eleito por um movimento independente, acrescenta que a Câmara de Azambuja está actualmente sem a niveladora que costuma emprestar às juntas de freguesia, por se encontrar em reparação, o que tem atrasado os trabalhos. Enquanto isso, a junta tem recorrido aos meios próprios. “Temos utilizado o nosso tractor com uma pá niveladora frontal. Colocamos tout-venant e alcatrão fresado. Fazemos o que podemos”, refere, acrescentando que lhe foi assegurado pelo município que, em Junho, a niveladora deverá estar novamente operacional e disponível.

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