Transportes intermunicipais da Lezíria do Tejo devem arrancar no ano lectivo 2027/2028
O calendário para operacionalizar a nova empresa de transportes intermunicipal da Lezíria do Tejo depende de vários procedimentos administrativos ainda em curso, nomeadamente a formalização da escritura da empresa, a subscrição do capital social e a celebração do contrato de serviço público.
A Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo prevê que a nova empresa intermunicipal de transportes rodoviários entre em funcionamento no início do ano lectivo 2027/2028, após ter recebido o visto do Tribunal de Contas para avançar com o projeto. Segundo explicou o primeiro secretário da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT), António Torres, o objectivo é que a operação arranque em setembro do próximo ano, coincidindo com o início do ano escolar. “O ideal seria começar em Setembro do ano que vem, que é quando começa o novo ano lectivo”, afirmou, salientando que se trata de uma meta que a comunidade intermunicipal pretende cumprir em toda a região da Lezíria do Tejo.
António Torres admitiu, contudo, que o calendário depende de vários procedimentos administrativos ainda em curso, nomeadamente a formalização da escritura da empresa, a subscrição do capital social e a celebração do contrato de serviço público, que terá ainda de obter validação das entidades competentes. “Há aqui um processo burocrático a seguir”, indicou, apontando que a CIMLT está a trabalhar para realizar a escritura “no próximo mês” e avançar com os passos seguintes.
O responsável acrescentou que está previsto um período de transição de cerca de um ano entre os actuais operadores e a nova empresa intermunicipal. No que respeita à frota, António Torres adiantou que a empresa terá de garantir que 75% dos veículos são novos e que os restantes não ultrapassam 10 anos de idade, podendo a entrega ser feita de forma faseada.
Entretanto, a CIMLT já adquiriu 16 autocarros elévtricos através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que deverão ser integrados numa fase inicial com os actuais operadores. De acordo com o responsável, estes 16 veículos permitirão electrificar os transportes urbanos de Santarém, garantindo “0% de emissões”.
A criação da empresa intermunicipal, viabilizada pelo Tribunal de Contas, foi também destacada pelo presidente da Câmara de Santarém e da CIMLT, João Leite, como um marco na reorganização do sistema de transportes públicos na região, abrindo “uma nova era” na promoção da mobilidade e da ligação entre os municípios. O autarca destacou que o processo exigiu “a mobilização de recursos dos vários municípios há muito tempo”, sublinhando o esforço conjunto das autarquias para concretizar o projeto.
Segundo referiu, os primeiros autocarros já se encontram em território nacional e estão em fase de matrícula, estando prevista para breve uma apresentação pública dos veículos. “Muito em breve vamos fazer uma cerimónia no Jardim da Liberdade para a apresentação dos autocarros que já estão no nosso país, que estão a ser matriculados”, disse. No caso de Santarém, o concelho deverá beneficiar de “mais de uma dezena de autocarros 100% eléctricos”, acrescentou.
Além destas viaturas, serão integrados quatro autocarros interurbanos, destinados a reforçar as ligações entre Golegã, Chamusca, Alpiarça, Almeirim e Santarém, outra entre Salvaterra de Magos, Benavente, Samora Correia e Vila Franca de Xira, e ainda entre Santarém, Cartaxo, Azambuja e Carregado.
A operação inclui ainda dois miniautocarros elétricos, um destinado ao circuito urbano de Rio Maior e outro ao circuito urbano da Chamusca, enquadrados na oferta de transportes municipais. Este processo insere-se no projecto da CIMLT para a criação de um operador intermunicipal de transportes rodoviários, que prevê uma frota de 146 veículos — 75% novos e 16 elétricos — num investimento global de cerca de 21 milhões de euros.


