Sociedade | 02-06-2026 18:00

Painéis solares novamente sob suspeita no segundo incêndio na DHL em Vialonga

Painéis solares novamente sob suspeita no segundo incêndio na DHL em Vialonga
Tal como no dia 1 de Maio as três centenas de trabalhadores do armazém tiveram de ser evacuados e esperar na rua pelo trabalho dos bombeiros - foto O MIRANTE

No dia 1 de Maio um incêndio na cobertura do armazém da DHL em Vialonga gerou alarme na comunidade e nos trabalhadores. Esta segunda-feira um segundo incêndio destruiu totalmente o armazém, fazendo levantar dúvidas entre os trabalhadores sobre o que terá causado o incêndio, embora as suspeitas voltem a recair sobre os painéis solares.

Depois de um primeiro incêndio no armazém da DHL, em Vialonga, no dia 1 de Maio, com as suspeitas a recaírem sobre os painéis solares da cobertura, agora os mesmos equipamentos voltam a estar sob suspeita de estar na origem do incêndio que destruiu a totalidade do armazém na tarde de segunda-feira, 25 de Maio.
O comandante dos Bombeiros de Vialonga confirmou que o segundo fogo começou novamente na cobertura do armazém, tal como da primeira vez, com os bombeiros a suspeitarem de novo de problemas com os painéis fotovoltaicos. Algo que só as investigações das autoridades poderão ou não confirmar. No local estiveram elementos da investigação criminal da GNR.
De qualquer forma, a situação continua a levantar dúvidas entre os trabalhadores, que acham estranho a ocorrência de dois grandes incêndios em menos de um mês e precisamente numa altura em que os estragos do primeiro fogo ainda estavam a ser reparados. Os incêndios em painéis solares podem acontecer mas são raros, com os especialistas a garantirem que, por norma, pode ocorrer um caso em cada dez mil instalações. E quando acontecem geralmente estão associados a erros humanos, materiais defeituosos ou instalações de baixa qualidade.
Entre as principais causas para os incêndios destes equipamentos estão más conexões eléctricas, como emendas defeituosas, conectores mal crimpados ou cabos soltos que podem provocar arcos eléctricos, bem como componentes de baixa qualidade, como inversores e conectores não certificados. A falta de manutenção adequada também pode levar a problemas.
Vários trabalhadores que assistiam ao incêndio confirmaram a O MIRANTE que os seus postos de trabalho não estarão em causa porque já se encontravam em processo de mudança para novas instalações na Azambuja. O incêndio mobilizou mais de 120 operacionais e 48 veículos. Segundo Gonçalo Guiomar, comandante dos Bombeiros de Vialonga, as chamas consumiram totalmente o armazém ao ponto de haver “perda total” do mesmo. “Desta vez o fogo propagou-se rapidamente ao interior e chegou parcialmente ao espaço adjacente, o armazém da Ontime, também de logística”, explicou.
Questionado sobre o conteúdo do armazém, o comandante diz que no interior estavam sobretudo produtos de saúde e bem-estar, incluindo farmacêuticos, tendo assegurado que não existiu perigo para a população nem para os operacionais por inalarem os fumos. Um bombeiro ficou ferido sem gravidade na sequência de uma queda. Foi transportado para o Hospital Vila Franca de Xira e já se encontra a recuperar.

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