Sociedade | 02-06-2026 15:53

Quatro feridos graves nas largadas marcam balanço da Feira de Maio em Azambuja

Quatro feridos graves nas largadas marcam balanço da Feira de Maio em Azambuja

Colhidas nas largadas de toiros provocaram costelas partidas, hematomas e um pulmão perfurado aos feridos mais graves. Vereadora da Protecção Civil reage às críticas sobre as tronqueiras partidas e fala em reforço de segurança.

Registaram-se 15 colhidas por toiros, com quatro feridos graves, e um total de 41 ocorrências na Feira de Maio da Azambuja, que decorreu entre 28 de Maio e 1 de Junho. A ocorrência mais grave aconteceu logo no primeiro dia do certame, quando um homem foi colhido por um toiro e sofreu um pneumotórax. A vítima foi transportada para o Hospital de Vila Franca de Xira, onde foi submetida a duas intervenções cirúrgicas. Segundo confirmou a O MIRANTE a vereadora com o pelouro da Protecção Civil da Câmara da Azambuja, Ana Coelho, o homem encontra-se clinicamente estável.
Entre os feridos graves estão também duas pessoas atingidas pelo toiro que, no domingo, 31 de Maio, fugiu do recinto depois de partir uma tronqueira, situação que provocou momentos de pânico na vila. O animal acabou por ser recolhido com prontidão, mas antes deixou marcas sérias. Uma mulher ficou com várias costelas partidas e hematomas internos, e um homem teve um corte profundo numa perna, ferimento que obrigou a sutura com 30 pontos.
No total, durante os cinco dias de largadas de toiros, registaram-se 15 colhidas, das quais resultaram quatro feridos graves. O balanço geral da Feira de Maio aponta para 41 ocorrências relacionadas não só com colhidas, mas também com quedas de tronqueiras, traumatismos, intoxicações alcoólicas e doenças súbitas.
Ana Coelho sublinha que todas as vítimas foram assistidas de imediato pelo dispositivo montado para o certame, que contou com 12 ambulâncias, 24 operacionais, um médico e uma enfermeira do INEM, além da presença da GNR e elementos de comando. A autarca destaca que a resposta no terreno permitiu encaminhar rapidamente os casos mais preocupantes e dar assistência às restantes situações registadas ao longo da feira.
Questionada sobre as tronqueiras partidas pelos toiros durante o certame, situação que gerou críticas entre a população e reacendeu dúvidas sobre as condições de segurança das largadas, a vereadora garante que todos os anos as estruturas são vistoriadas por elementos da comissão da feira. Ainda assim, reconhece que há aspectos a corrigir.
“Estamos a falar de uma feira com animais de algum porte e, quando os chamam para as tronqueiras, há sempre esse risco de as partirem. Não é inédito na Feira de Maio”, afirmou Ana Coelho, admitindo que no próximo ano o município vai reforçar as tronqueiras e estar mais atento a esse ponto da organização.
Apesar da gravidade de algumas ocorrências, a vereadora salienta que não houve mortes provocadas por colhidas, facto que considera relevante num certame em que a tradição taurina continua a mobilizar milhares de pessoas, mas também a exigir cada vez maior responsabilidade na prevenção e na segurança.

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