Sociedade | 03-06-2026 14:41

A greve geral não paralisou o país, mas afectou alguns sectores

A greve geral não paralisou o país, mas afectou alguns sectores

A greve geral convocada para esta quarta-feira, 3 de Junho, não foi suficiente para paralisar muitos serviços públicos em Santarém.

A greve geral convocada para esta quarta-feira, 3 de Junho, não foi suficiente para paralisar muitos serviços públicos em Santarém. A Loja do Cidadão, o IEFP, a Segurança Social ou as escolas Ginestal Machado, Mem Ramires e Alexandre Herculano abriram as suas portas de manhã para mais um dia de trabalho, embora nalguns casos os serviços ou escolas não estejam a funcionar em pleno.
A CGTP - Intersindical, que convocou a greve, já disse que a paralisação laboral está a ter uma forte adesão. Há escolas fechadas e hospitais e tribunais a funcionarem com serviços mínimos, havendo também forte impacto nos transportes públicos. Esta é a segunda greve geral contra as alterações que o Governo quer efectuar na lei do trabalho.
O Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) também já fez um balanço da luta, dizendo que os dados colhidos até às 11h30 apontam para que a média nacional de adesão se situe nos 80%. "(...) 76 unidades judiciais registaram adesão de 100% — o que significa que nenhum funcionário se apresentou ao serviço fora do quadro de serviços mínimos legalmente obrigatórios. Mais de 120 unidades situam-se acima dos 90% de adesão. Tribunais como o Barreiro, Loures, Amadora, Benavente, Santarém, Viana do Castelo, Viseu, Guarda, Albufeira, Lagoa ou o Tribunal de Trabalho de Lisboa e Évora encerraram efectivamente as suas portas".
O Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local revelou que a paralisação – "que arrancou ontem, ao início da noite, com uma adesão muito significativa nos serviços de recolha de resíduos em vários concelhos do País" – afectou fortemente ou levou ao encerramento de muitos serviços e equipamentos municipais; juntas de Freguesia, escolas básicas e jardins de infância, sectores operacionais, administrativos e técnicos, serviços de água e saneamento, piscinas, bibliotecas, refeitórios, fiscalização, lojas do Cidadão, empresas municipais, recolha de resíduos, higiene urbana e transportes urbanos municipais e escolares.
Já Governo afirma que a greve geral teve reduzida adesão no sector privado, admitindo um maior impacto no sector público.. A ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, revelou que a educação é um dos sectores mais afectados, com "entre 38% e 45% das escolas fechadas" e com cerca de 40% dos alunos do 6.º ano a não poderem realizar as provas de monitorização das aprendizagens.

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