Sociedade | 04-06-2026 15:00

IP dá por concluídas as polémicas obras na EN362 em Alcanede

IP dá por concluídas as polémicas obras na EN362 em Alcanede

Investimento de cerca de 3 milhões de euros da Infraestruturas de Portugal pretende reforçar a segurança rodoviária na Estrada Nacional 362 na freguesia de Alcanede e contribuir para dinamizar a economia local.

A empresa pública Infraestruturas de Portugal (IP) anunciou a conclusão das obras de reabilitação da Estrada Nacional (EN) 362, entre Alcanede, concelho de Santarém, e o limite com o concelho de Porto de Mós. A empreitada envolveu um investimento de 2,9 milhões de euros e incidiu no troço compreendido entre os quilómetros 22,433 e 31,080 da EN362, no concelho de Santarém, atravessando as localidades de Valverde, Mosteiros, Feteira e Alcanede.

A IP explica que os trabalhos incluíram intervenções de terraplanagem, com alargamentos pontuais da plataforma e das bermas existentes, a reabilitação e requalificação do sistema de drenagem, a repavimentação integral do troço, bem como a modernização dos equipamentos de sinalização e segurança rodoviária. O objectivo da empreitada foi melhorar as condições de circulação, segurança e conforto para todos os utilizadores desta importante ligação rodoviária regional.
A requalificação da EN 362 na zona de Alcanede era há muito ambicionada mas não ficou isenta de críticas por não ter contemplado correcções ao traçado, com muitas curvas nalguns locais, e pela estreiteza da via após as obras, como acontece em Valverde, perto do limite com o concelho de Porto de Mós. A isso somou-se a execução de passeios em pavê, em detrimento da calçada à portuguesa, cuja matéria-prima é produzida nas pedreiras da serra, e também a falta de passeios noutros pontos.
Face a esse cenário, a bancada do Partido Socialista no executivo da Câmara de Santarém apresentou uma proposta de implementação de um estudo com as Infraestruturas de Portugal (IP) para intervir na EN362 na freguesia de Alcanede, com vista à correcção do traçado. E, caso a IP não se mostrasse disponível, que fosse o município a proceder faseadamente às intervenções necessárias para correcção do traçado. A proposta acabou chumbada pela maioria PSD, com a abstenção do vereador do Chega, por se considerar que a autarquia não deve assumir responsabilidades que não lhe competem.
O vereador do Chega, Pedro Correia, considerou pertinentes as preocupações expressas e afirmou que transitam cerca de 400 camiões por dia entre Alcanede e o limite do concelho, havendo locais onde é impossível o cruzamento de dois veículos de grandes dimensões, com os passeios já marcados pelos rodados dos pesados. Propôs também melhores condições para circulação de peões, designadamente na zona da curva do Coval, onde diz que o risco para os peões é mais acentuado, e avaliar-se a criação de um passeio ou percurso pedonal contínuo ao longo do restante troço até à zona escolar e ao Intermarché. Defendeu ainda que, sempre que tecnicamente possível, seja utilizada calçada portuguesa na pavimentação dos passeios, com matéria-prima produzida na zona.

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