Sociedade | 06-06-2026 12:36
Vila Franca de Xira ameaça sindicalista por declarações "caluniosas"
A mesma nota refere ainda que é “falsa, infundada e caluniosa” a alegação de que tenha sido proposta uma compensação aos funcionários que não fizeram greve.
A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira admite recorrer aos tribunais contra Mário Rui, dirigente da Federação dos Sindicatos Independentes da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (FESINAP), na sequência de declarações em que acusou a autarquia de tentar contornar a greve dos trabalhadores não docentes das escolas, realizada esta sexta-feira.
O sindicalista afirmou publicamente que o município teria informado os trabalhadores de que aqueles que não aderissem à greve beneficiariam de um dia de tolerância de ponto numa data futura, enquanto os que participassem na paralisação perderiam esse direito.
Em comunicado, a autarquia rejeita categoricamente estas acusações, classificando-as como falsas e difamatórias. Num comunicado, a Câmara Municipal garante que nunca decretou qualquer tolerância de ponto para o dia 5 de Junho e sublinha que as escolas funcionaram normalmente, respeitando o direito à greve dos trabalhadores que optaram por aderir ao protesto.
A mesma nota refere ainda que é “falsa, infundada e caluniosa” a alegação de que tenha sido proposta uma compensação aos funcionários que não fizeram greve. Segundo a autarquia, tal medida nunca foi considerada nem seria compatível com o respeito pelos trabalhadores e pelos seus direitos laborais.
Face ao que considera serem acusações sem fundamento que prejudicam a reputação do município e dos seus funcionários, a Câmara de Vila Franca de Xira diz reservar-se no direito de avançar judicialmente contra o dirigente sindical.
Na manhã desta sexta-feira, o presidente da FESINAP tinha denunciado alegadas tentativas de condicionamento da greve dos assistentes operacionais das escolas. Mário Rui afirmou ter recebido dezenas de contactos de trabalhadores afectos ao município de Vila Franca de Xira, que relataram ter sido informados de que apenas os funcionários que não participassem na greve poderiam beneficiar de uma futura tolerância de ponto.
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