Quatro dezenas de lojistas hipotecam futuro do degradado Vila Franca Centro
O fundo imobiliário gerido pelo empresário Jaime Antunes continua a adquirir lojas no Vila Franca Centro, uma ruína no centro da cidade de Vila Franca de Xira, mas nas últimas semanas encontrou entraves junto de alguns lojistas que não dão sinal de vida.
O processo de compra do devoluto Vila Franca Centro, uma ruína comercial ao abandono há 13 anos no centro de Vila Franca de Xira, continua em curso embora a um ritmo mais lento que o desejável. Isto porque, apurou O MIRANTE, o processo de compra das diferentes fracções que faltam - crucial para que o edifício possa ser adaptado para outros fins - encontrou bloqueios de quase quatro dezenas de proprietários que não dão sinal de vida: nem vendem o espaço nem dão qualquer indicação de que querem investir nas suas lojas ou serem coproprietários do imóvel.
“Ainda a semana passada conseguimos comprar mais uma loja, mas o processo está a correr mais lento do que gostaríamos. Estamos perto de chegar a um impasse, espero que não. Queremos resolver este problema da cidade. Há gente que ainda pensa que tem uma loja num centro comercial”, explica Jaime Antunes, administrador do fundo imobiliário detentor da maior parte do condomínio a O MIRANTE. Também o presidente do município, Fernando Paulo Ferreira, já veio apelar publicamente a um entendimento entre os proprietários para se conseguir chegar a uma solução que beneficie toda a cidade e a comunidade.
O edifício está degradado e vandalizado, já tendo sido roubada a quase totalidade do cobre existente no interior, estando hoje entaipado e vedado por motivos de segurança e salubridade.
A Wizardirection, fundo imobiliário que comprou mais de 50 por cento do condomínio do devoluto edifício em Vila Franca de Xira, continua a adquirir espaços comerciais no edifício, visando encontrar uma solução que resolva o impasse onde este se encontra. O edifício, já se sabe, não voltará a ser um centro comercial no futuro e se nenhum consenso for encontrado entre vendedores e compradores não passará da ruína que já é no futuro.
* Notícia desenvolvida na edição impressa de O MIRANTE


