Sociedade | 10-06-2026 19:00

Há 600 quilómetros de caminhos florestais por desobstruir em Ourém

Há 600 quilómetros de caminhos florestais por desobstruir em Ourém

Presidentes de junta de Ourém reclamam meios para responder aos estragos da Kristin. Orlando Cavaco diz que as freguesias ficaram perante uma destruição “avassaladora” sem terem recursos financeiros e logísticos à altura das responsabilidades que lhes são exigidas.

Os presidentes de junta do concelho de Ourém reclamam mais meios para fazer face aos estragos provocados pela tempestade Kristin e alertam que as freguesias não podem continuar a ser chamadas a responder a situações de emergência sem recursos adequados. O alerta foi deixado pelo deputado municipal Orlando Cavaco, em representação dos autarcas de freguesia, na sessão da Assembleia Municipal de Ourém de 28 de Abril, onde classificou como “avassaladora” a destruição causada pelo temporal.
Orlando Cavaco defendeu uma revisão urgente do enquadramento legal das freguesias, considerando que as competências que lhes são atribuídas não têm sido acompanhadas dos meios financeiros, humanos e logísticos necessários. Apesar do apoio prestado pela Câmara Municipal de Ourém, o autarca sublinhou que as juntas continuam com grandes dificuldades em repor a normalidade nos territórios afectados.
Entre as prioridades apontadas está a concretização dos apoios do PTRR para aquisição de geradores, reforço das comunicações móveis e criação de pontos Wi-Fi, equipamentos considerados essenciais para garantir informação às populações em momentos de emergência. Para Orlando Cavaco, as falhas de energia e comunicações registadas durante a tempestade demonstraram a vulnerabilidade das comunidades, sobretudo nas zonas mais isoladas.
A principal preocupação prende-se, contudo, com a rede viária florestal. Segundo o autarca, há cerca de 600 quilómetros de caminhos por desobstruir no concelho, situação que representa um risco acrescido numa altura em que se aproxima o período crítico de incêndios rurais. Orlando Cavaco apelou também à colaboração dos proprietários na limpeza dos terrenos e deixou uma crítica à pressão colocada sobre as juntas de freguesia: “Não basta exigir, é preciso dar condições”.

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