Sociedade | 11-06-2026 15:00

Cabos eléctricos entre azinheiras preocupam moradores de aldeia de Alcanena

Cabos eléctricos entre azinheiras preocupam moradores de aldeia de Alcanena
Cabos eléctricos estão a gerar preocupação - foto O MIRANTE

Munícipe alertou a Câmara de Alcanena para o risco de incêndio provocado por cabos eléctricos que atravessam árvores na Rua Principal, em Chã de Cima. Autarquia diz que já comunicou várias vezes a situação à E-Redes, mas a empresa considera que a intervenção não é prioritária.

A presença de cabos eléctricos a atravessar várias azinheiras na Rua Principal, em Chã de Cima, voltou a gerar preocupação na última reunião da Câmara de Alcanena. O alerta foi deixado pelo munícipe Joaquim Ganaipo, que teme que a proximidade entre os ramos e os fios possa provocar um curto-circuito e originar um incêndio, sobretudo com a chegada do verão e o aumento do risco associado ao vento e ao calor. “Temos aí o Verão, temos o vento. Os cabos estão lá dentro das azinheiras, os ramos a roçarem nos fios. Se houver um curto-circuito há perigo de incêndio e, com aquela mancha florestal, depois se calhar andamos ali um mês com uma coisa que pode ser resolvida instantaneamente”, alertou o morador. Joaquim Ganaipo questionou ainda sobre quem recairia a responsabilidade caso viesse a ocorrer um incêndio naquela zona.
O vereador com o pelouro da Protecção Civil, Gabriel Feitor, garantiu que a situação está identificada há algum tempo e que já foi comunicada à E-Redes, lamentando a demora na resolução deste e de outros problemas relacionados com infraestruturas eléctricas. Também presente na reunião, a técnica municipal Alexandra, dos serviços de Protecção Civil, confirmou que a autarquia já contactou várias vezes a E-Redes, mas que a resposta recebida foi a de que a situação não é considerada prioritária. Segundo a responsável, a empresa terá transmitido que a intervenção pode aguardar pela próxima época de podas, justificando que uma ocorrência de incêndio exigiria condições muito específicas, nomeadamente vento forte. As podas, recordou, apenas podem ser realizadas entre 1 de Novembro e 30 de Março.
Na mesma reunião, Joaquim Ganaipo questionou ainda o ponto de situação da criação de um ponto de água em Chã de Cima, anunciado anteriormente pelo município. A técnica municipal explicou que a localização inicialmente estudada apresenta problemas de pressão na rede e dificulta o abastecimento dos meios de combate a incêndios, estando os serviços a analisar alternativas. O vice-presidente da Câmara de Alcanena, Nuno Silva, acrescentou que o processo continua a ser acompanhado pela Protecção Civil municipal e pela Aquanena, que estão a avaliar a viabilidade técnica das diferentes soluções para posterior comunicação à Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil.

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