Proibição de camiões no Cartaxo causa ondas de choque em Azambuja
Câmara de Azambuja teme que constrangimentos anunciados à circulação rodoviária de veículos pesados dentro da cidade do Cartaxo tenham impacto na cadeia de abastecimento regional e nacional, afectando empresas, trabalhadores, transportes e economia. E exige ao Estado mais investimento em infraestruturas rodoviárias na região.
A Câmara de Azambuja diz estar preocupada com a entrada em vigor das restrições à circulação de veículos pesados na cidade do Cartaxo, pelo impacto directo que esta decisão poderá ter sobre a actividade económica instalada no concelho de Azambuja, em particular sobre a logística, a distribuição, a indústria e o abastecimento regional e nacional.
A autarquia presidida por Silvino Lúcio (PS), “não considera aceitável que decisões tomadas sem o devido enquadramento estrutural acabem por transferir para os territórios vizinhos uma pressão de tráfego ainda maior, tornando insustentável a circulação em eixos críticos como a ligação Azambuja/Vila Nova da Rainha/Carregado”. Por isso, defende, o “problema não pode continuar a ser tratado apenas ao nível municipal”, quando “resulta da ausência de investimento do Estado em infraestruturas rodoviárias fundamentais para toda a região e para o país”.
Para o município de Azambuja, o Estado e a Infraestruturas de Portugal “têm de assumir as suas responsabilidades e avançar, com urgência, para soluções estruturais há muito reivindicadas”, como a construção da alternativa à Estrada Nacional 3, a criação de uma rotunda em Vila Nova da Rainha e a concretização de um novo acesso à A1. A autarquia sublinha ainda, em comunicado, que está “do lado das suas empresas, dos seus trabalhadores, dos operadores económicos que investem, produzem, armazenam, distribuem e criam emprego, e de todos aqueles que dependem de acessos rodoviários funcionais para manter a sua actividade”. E lembra que Azambuja “desempenha um papel estratégico na cadeia de abastecimento do país, sendo esta uma questão de interesse nacional, de competitividade territorial, de segurança rodoviária e de confiança institucional”.


