Sociedade | 12-06-2026 07:00

Abrantes instala câmaras na floresta para travar incêndios e apoiar investigação da PJ

Abrantes instala câmaras na floresta para travar incêndios e apoiar investigação da PJ
Manuel Jorge Valamatos, presidente da Câmara Municipal de Abrantes e da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo - foto O MIRANTE

Município aprova protocolo com a Polícia Judiciária para colocar sete câmaras móveis de videovigilância em zonas críticas do concelho, um dos mais afectados por ignições no Médio Tejo.

A Câmara de Abrantes aprovou um protocolo com a Polícia Judiciária (PJ) para instalar sete câmaras móveis de videovigilância em áreas florestais consideradas críticas, numa tentativa de reduzir o número de ignições, detectar comportamentos de risco e reforçar a investigação criminal de incêndios rurais no concelho. O acordo, aprovado por unanimidade em reunião do executivo municipal, prevê que o município adquira os equipamentos e o software necessário, num investimento de cerca de seis mil euros, ficando a gestão operacional do sistema a cargo da PJ.
O presidente da Câmara de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, sublinhou que o concelho tem registado um número elevado de ignições nos últimos anos e que a vigilância no terreno tem sido trabalhada em articulação com a PSP, GNR e Polícia Judiciária. “Infelizmente, Abrantes é um dos concelhos do Médio Tejo com maior número de ignições nos últimos anos”, afirmou o autarca, referindo que a iniciativa partiu da própria PJ, que identificou a necessidade de reforçar os meios de monitorização em determinados pontos estratégicos da floresta. As câmaras serão móveis, podendo ser deslocadas entre diferentes zonas do concelho em função das necessidades de vigilância e investigação. À Polícia Judiciária caberá definir os locais de instalação, assegurar a manutenção dos equipamentos e garantir o cumprimento das regras legais relativas à captação, tratamento, utilização e conservação das imagens. Manuel Valamatos considera que o sistema poderá ajudar a esclarecer ocorrências cuja origem continua por explicar. “Existem algumas situações de negligência, mas seguramente existem muitas situações que não conseguimos justificar. Às três ou quatro da manhã, vários pontos de incêndio em simultâneo e em zonas de proximidade não têm razões plausíveis”, sustentou.
Segundo o autarca, a PJ pretende perceber “se existe ou não mão criminosa” em alguns incêndios registados no concelho. As câmaras deverão entrar em funcionamento nos próximos dias. O protocolo tem uma duração inicial de cinco anos e será renovado automaticamente.

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