Entroncamento procura travar estacionamento selvagem de camiões que se arrasta há anos
Câmara municipal está a estudar a criação de uma área provisória para veículos pesados e quer ouvir os motoristas antes de avançar com o projecto. Problema arrasta-se há anos na zona norte da cidade.
A Câmara do Entroncamento está a estudar a criação de uma área provisória de estacionamento para veículos pesados nas imediações do hipermercado E.Leclerc, procurando dar resposta a um problema que se arrasta há vários anos e que continua a marcar a zona norte da cidade. A falta de locais próprios para estacionamento de camiões tem sido apontada por muitos motoristas residentes ou ligados profissionalmente ao concelho como uma dificuldade diária. Perante essa realidade, o município decidiu avançar com o estudo de uma solução que permita retirar os veículos pesados de zonas impróprias e criar melhores condições de segurança e funcionalidade.
A futura área encontra-se ainda numa fase preliminar, mas a autarquia pretende que o projecto seja definido com o contributo dos próprios utilizadores. Para isso, lançou um processo de auscultação dirigido a motoristas de veículos pesados residentes no concelho, que podem inscrever-se através de um formulário disponibilizado pelo município. A intenção é recolher opiniões, sugestões e necessidades concretas antes de fechar a proposta. A Câmara do Entroncamento considera que a participação dos profissionais do sector é essencial para encontrar uma solução “adequada, segura e funcional”, capaz de responder aos constrangimentos actualmente existentes no estacionamento de veículos pesados na cidade. A iniciativa insere-se, segundo o município, na estratégia de melhoria das condições de mobilidade e de apoio a quem utiliza diariamente este tipo de viaturas.
Recorde-se que, como O MIRANTE noticiou, o problema do estacionamento de veículos pesados na zona norte do Entroncamento levou, em 2024, a câmara municipal a colocar blocos de betão na Rua Abade Correia Serra para impedir o acesso de camiões. A medida não resolveu a situação. Os blocos continuam no local, mas os pesados mantêm-se estacionados nas imediações do E.Leclerc, ocupando lugares destinados a automóveis e, em alguns casos, bermas junto às rotundas.


