Escassez de habitação social é “problema sério” em Torres Novas
A Câmara de Torres Novas admite não ter casas disponíveis em número suficiente para responder a todas as situações de emergência habitacional. Vice-presidente garante, no entanto, que o município tem feito tudo para evitar que haja pessoas a dormir na rua.
A falta de habitação social em Torres Novas foi assumida pela vice-presidente do município como um “problema sério”, numa altura em que continuam a chegar aos serviços de acção social, situações de famílias em risco de ficar sem casa. O tema foi levantado na última reunião pública da câmara por Francisco Lemos, munícipe que expôs a situação frágil em que vive com a mãe idosa, depois de ambos terem sido despejados da habitação onde residiam.
Francisco Lemos explicou que ele e a mãe se encontram actualmente num T0 cedido provisoriamente pelo município, após o cumprimento de uma ordem de despejo relativa a uma casa que não pertencia à autarquia. A solução encontrada, segundo foi reconhecido pela vice-presidente Elvira Sequeira, foi de emergência e passou pela cedência provisória de uma habitação municipal que nem sequer estava distribuída por apresentar alguns problemas.
“Era uma habitação de emergência que não estava ainda atribuída, precisamente por ter algumas limitações, mas foi disponibilizada para que não ficassem na rua”, afirmou a autarca, sublinhando que os serviços de acção social acompanharam o caso e procuraram evitar uma situação de sem-abrigo.
A vereadora reconheceu que Torres Novas não dispõe, neste momento, de habitação municipal suficiente para responder a todas as necessidades. “É um problema sério em Torres Novas. Temos problemas de habitação que estamos a tentar resolver, mas não temos casas em número suficiente para todos”, admitiu.
*Notícia desenvolvida na próxima edição de O MIRANTE.


