Moradores do Monte Gordo pedem reforço de segurança em estrada perigosa
Um acidente na última semana com uma mota voltou a relançar preocupações na comunidade. Excesso de velocidade é muitas vezes a causa apontada para os acidentes que ali se registam. Município de Vila Franca de Xira admite estar a analisar a situação.
A estrada do Monte Gordo, em Vila Franca de Xira, continua a constituir um perigo para condutores e moradores por causa do excesso de velocidade que ali se regista por parte de alguns automobilistas e quem ali vive pede uma intervenção de fundo que melhore a segurança. A forte inclinação da via gera, por norma, elevadas velocidades dos veículos que ali circulam e as curvas apertadas provocam muitas vezes sustos e acidentes. Como o acidente que foi registado na última semana envolvendo uma mota.
“Por diversas vezes tive a oportunidade de informar pessoalmente os presidentes da câmara e da junta sobre o perigo da estrada em causa. É uma via íngreme com curvas e sem sinalização adequada nem meios de redução de velocidade, onde condutores sem sentido de segurança abusam diariamente da sorte”, alertou a O MIRANTE Adriano Freire, morador da zona.
“A situação ainda é mais grave devido aos entroncamentos com a Rua António Feliciano e a Rua Quinta de Santo Amaro, onde a falta de visibilidade adequada e a velocidade de quem desce a Estrada do Monte Gordo constituem um enorme desafio para a segurança”, acrescenta Adriano Freire, que há seis anos tenta sensibilizar o poder político para intervir no local. “Até à presente data nenhuma das solicitações foi atendida. Elaborei até um esboço que, não sendo o melhor, poderia servir de guia para que os responsáveis tivessem em conta os perigos que a rua representa, uma vez que raramente passam na estrada em causa”, lamenta o morador.
Câmara reconhece riscos
A estrada em causa é de gestão municipal e, contactada por O MIRANTE, a Câmara de Vila Franca de Xira garante ter vindo a desenvolver na zona diversas intervenções com vista ao reforço da segurança rodoviária, nomeadamente através da melhoria e reforço da sinalização vertical e horizontal. “Destaca-se a colocação de sinalização de aviso e de pré-aviso de aproximação a estabelecimentos de ensino e a implementação do limite máximo de velocidade na zona de 30 km/h, enquadrando-se numa estratégia municipal de promoção de uma circulação mais segura, adequada à coexistência entre veículos e peões e à protecção dos utilizadores mais vulneráveis da via pública”, explica.
A câmara diz que os serviços municipais estão a realizar um estudo de acessibilidades e mobilidade pedonal para a zona, destinado a identificar oportunidades de melhoria das condições de circulação dos peões e adopção de medidas de acalmia de tráfego, incluindo a criação e requalificação de passeios e percursos pedonais.
A autarquia alerta, no entanto, que a adopção de medidas de acalmia de tráfego, como a instalação de lombas redutoras de velocidade ou a marcação de passadeiras, deve resultar de uma avaliação técnica rigorosa das condições da via, dos volumes de tráfego e da intensidade dos fluxos pedonais. Isto porque, segundo a câmara, a simples instalação de lombas em locais que não reúnam os critérios técnicos adequados não irá produzir os resultados desejados e originar constrangimentos à circulação rodoviária e um aumento dos níveis de ruído associados à travagem, aceleração e passagem dos veículos.


