Sociedade | 15-06-2026 10:00

Monsanto não quer ficar fora do mapa dos peregrinos com novo percurso de mobilidade

Monsanto não quer ficar fora do mapa dos peregrinos com novo percurso de mobilidade
Olívio Martins - foto O MIRANTE

Munícipe alertou para a exclusão da freguesia do projecto entre os Olhos de Água do Alviela e Vale Alto e receia impactos numa localidade que recebe milhares de peregrinos por ano. Câmara de Alcanena admite limitações financeiras e diz que o traçado ainda está numa fase preliminar.

A possibilidade de o futuro percurso de mobilidade suave entre a praia fluvial dos Olhos de Água do Alviela e Vale Alto não passar por Monsanto está a causar preocupação na freguesia. O alerta foi deixado por Olívio Martins, munícipe que interveio na última reunião descentralizada da Câmara de Alcanena, chamando a atenção para o risco de a localidade perder protagonismo nos Caminhos do Tejo para Fátima e para a falta de segurança em alguns caminhos actualmente utilizados por peregrinos. Olívio Martins recordou que Monsanto é hoje final de uma etapa e início de outra nos Caminhos do Tejo, estimando que por ali passem cerca de 23 mil utilizadores por ano. “Gostaria de saber se efectivamente foi avaliado o impacto que esse traçado vai ter sobre a circulação de peregrinos aqui”, questionou, sublinhando as possíveis consequências da opção para a dinâmica económica da freguesia.
Em substituição do presidente da câmara, o vice-presidente Nuno Silva explicou que o município dispõe, nesta fase, apenas de um pré-estudo e confirmou que o percurso em análise não contempla a passagem por Monsanto. Segundo o autarca, a ligação deverá aproveitar troços já existentes entre os Olhos de Água do Alviela e Alcanena, seguindo depois em direcção a Moitas Venda e prosseguindo até Vale Alto, onde servirá também de ligação aos caminhos do concelho de Ourém.
A explicação não afastou as reservas do munícipe, que reconheceu que o novo percurso poderá melhorar as condições de conforto e segurança de quem o utilizar, mas teme que a exclusão de Monsanto retire centralidade à freguesia. Olívio Martins defendeu que gostaria de ver a freguesia “melhor infraestruturada” para apoiar os peregrinos, lembrando que os cerca de 23 mil utilizadores contabilizados anualmente dizem respeito apenas aos que estão registados. Nuno Silva admitiu a falta de segurança em alguns caminhos usados por peregrinos, mas apontou as limitações financeiras do município como um dos principais obstáculos. Também a vereadora Clara Batista considerou legítima a preocupação apresentada pelo munícipe, embora tenha reforçado que o traçado actualmente previsto foi a opção possível nesta fase. A autarca reconheceu que há zonas perigosas para quem caminha em direcção a Fátima.

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