Sociedade | 16-06-2026 11:08

Glória ao Rock celebra 25 anos a dar palco à música alternativa portuguesa

rock musica

Festival decorre a 19 e 20 de Junho, na Glória do Ribatejo, com cartaz 100% nacional, concertos gratuitos e aposta assumida na renovação cultural e associativa da vila.

O festival Glória ao Rock regressa à Glória do Ribatejo, concelho de Salvaterra de Magos, nos dias 19 e 20 de Junho, para assinalar a sua 25.ª edição com um cartaz inteiramente dedicado à música portuguesa alternativa e independente. Organizado pela Associação Febre Amarela, o evento mantém o espírito que esteve na sua origem, em 1998: levar mais cultura à vila e abrir espaço a sonoridades menos presentes fora dos grandes centros urbanos. O presidente da associação, João Pedro, sublinhou que o objectivo continua a ser o de aproximar o público da música alternativa nacional, envolvendo ao mesmo tempo a população local.
A edição deste ano reúne 16 artistas e bandas, distribuídos por dois dias. A 19 de Junho sobem ao palco nomes como Femme Falafel, Marquise, Conferência Inferno, Iguanas e Lesma, além de projectos emergentes como Oko e Ferrão. No dia seguinte, 20 de Junho, o cartaz conta com Expresso Transatlântico, B Fachada, Maria Reis, Scúru Fitchádu, 800 Gondomar, Bonança, C-Mat, Husbands e Soberdrunkid. Segundo a organização, a programação procura equilibrar artistas mais consolidados com novos projectos, mantendo o festival ligado aos circuitos alternativos e abrindo espaço à descoberta. Uma das principais novidades da 25.ª edição é a realização de concertos gratuitos durante a tarde de sábado, no Museu Etnográfico da Glória do Ribatejo, complementando a programação nocturna habitual. O recinto principal ficará instalado no jardim público da freguesia, junto à sede da Junta, enquanto o acampamento, de acesso livre, funcionará no Parque de Merendas de Montóia. O festival conta com o apoio da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos e da Junta de Freguesia, além das receitas próprias da bilheteira e da exploração dos bares. A Associação Febre Amarela, criada em 1993, é actualmente composta por elementos com idades entre os 20 e os 29 anos, num esforço de renovação geracional que procura contrariar o enfraquecimento do associativismo local.

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