PS denuncia abandono do Flecheiro e executivo admite falta de meios
PS fala em “abandono total” do Parque do Flecheiro e presidente da câmara reconhece que a manutenção urbana está aquém do desejável.
O Parque do Flecheiro voltou a colocar a manutenção do espaço público no centro do debate político em Tomar. Na reunião do executivo municipal, realizada a 15 de Junho, a vereadora Filipa Fernandes, eleita pelo PS, denunciou o que considera ser um cenário de “abandono total” naquele espaço verde, inaugurado em 2024, sublinhando que o problema não está na criação de novos parques urbanos, mas na incapacidade de garantir cuidados regulares aos equipamentos que já servem a população. A vereadora socialista fez questão de afastar a crítica da obra em si. Disse nada ter contra a promoção de novos parques, mas lamentou que o antigo parque de autocaravanas tenha sido encerrado sem alternativa e que o Flecheiro apresente sinais de degradação, lixo acumulado, estruturas caídas e falta de limpeza há vários meses. Para Filipa Fernandes, o espaço público não pode ficar refém da cor política de quem o lançou. “A obra pertence a Tomar”, disse.
Na resposta, o presidente da Câmara de Tomar, Tiago Carrão, eleito pelo PSD, recusou a leitura de que a manutenção dos espaços municipais dependa da autoria política das obras, classificando essa ideia como “ridícula”. Ainda assim, acabou por reconhecer o essencial: a cidade não está como o executivo gostaria. O autarca admitiu um défice de capacidade de resposta nos espaços ajardinados, parques e jardins, apontando para dezenas de hectares de áreas verdes na cidade que exigem manutenção regular e para recursos humanos manifestamente insuficientes. Tiago Carrão garantiu que está prevista uma intervenção no Parque do Flecheiro para breve e revelou que o município está a ultimar um procedimento de contratação externa para o corte de erva, libertando os trabalhadores municipais para tarefas mais especializadas. O presidente da câmara reconheceu também que o próprio desenho do Flecheiro torna o espaço particularmente exigente, sobretudo depois do Inverno, admitindo que poderão ser necessárias alterações para reduzir a carga de manutenção futura.


