Autismo: o impacto do diagnóstico e o que muda depois dele
A propósito do Dia do Orgulho Autista, que se assinala esta quinta-feira, 18 de Junho, O MIRANTE esteve à conversa com a equipa multidisciplinar da Consulta de Pediatria – Desenvolvimento / Espectro do Autismo da ULS Médio Tejo. Na Unidade Hospitalar de Tomar, pediatria, psicologia, terapia da fala, terapia ocupacional e enfermagem trabalham juntas para avaliar crianças, orientar famílias e ganhar tempo onde ele é mais precioso: nos primeiros anos de vida.
Não há aqui uma consulta igual às outras. Há brinquedos no chão, olhares que se procuram, silêncios que dizem muito, pequenos gestos que podem abrir caminho a um diagnóstico ou afastar suspeitas que pesam sobre uma família. Na Unidade Hospitalar de Tomar, a Consulta de Pediatria – Desenvolvimento / Espectro do Autismo da Unidade Local de Saúde do Médio Tejo funciona como uma espécie de posto avançado contra o atraso no diagnóstico, a dúvida e a solidão de muitos pais que chegam sem saber se aquilo que sentem é exagero, medo ou sinal de alerta.
A conversa com O MIRANTE decorreu a propósito do Dia do Orgulho Autista, assinalado a 18 de Junho, uma data que convida a olhar para o autismo não apenas pela lente clínica, mas também pela dignidade, pela identidade, pelo respeito e pela inclusão. Num tempo em que se fala mais de neurodiversidade, a equipa de Tomar lembra que falar de autismo é falar de crianças, jovens, famílias, escolas, recursos públicos e de uma sociedade que ainda tem dificuldade em esperar, compreender e adaptar-se.
Não responder ao nome, evitar o contacto ocular, não procurar a voz dos pais, não partilhar atenção, não brincar de forma simbólica ou funcional, fixar-se em movimentos circulares, repetir frases fora de contexto, resistir intensamente a mudanças de rotina ou reagir de forma extrema a sons, luzes, texturas e alimentos são sinais que, de forma não isolada. justificam avaliação.
*Reportagem completa na próxima edição semanal de O MIRANTE


