Sociedade | 18-06-2026 11:55

Câmara de Almeirim aluga palco por falta de condições do que foi feito de forma caseira

Câmara de Almeirim aluga palco por falta de condições do que foi feito de forma caseira

O palco que o município usava nas festas, feito internamente nos serviços do município, tinha as condições para a actuação de artistas com mais nome que se recusam, por questões técnicas e da sua própria imagem, a actuar em estruturas com dimensões desadequadas e pouco profissionais.

A Câmara de Almeirim teve de alugar um palco para as festas da cidade porque o que foi feito pelos serviços da autarquia há uns anos não tem condições para concertos com artistas como os que vão actuar este ano nos festejos, como Dillaz, ou muito menos para bandas como os Bandidos do Cante ou os Vizinhos. A autarquia optou também por fazer já o aluguer do equipamento também para o Festival da Sopa da Pedra, que se sentia limitado no programa de animação por os artistas se recusarem a actuar no palco do município.

Em causa está sobretudo as dimensões do palco, sobretudo a altura da cobertura que inviabiliza a montagem das luzes e de outros equipamentos de imagem e animação gráfica digital. O palco foi mandado fazer nos serviços da autarquia pelo anterior presidente, Pedro Ribeiro, um defensor da existência de meios próprios, de fazer trabalhos por administração directa e de uma gestão centrada nos sistemas públicos. O palco caseiro vai ser utilizado nas festas, mas como palco secundário, na praça de touros nos eventos da Almeirim Night Sessions, mais dedicados aos jovens, até porque já havia queixas de DJs pelo facto de o palco onde actuavam não terem cobertura e alguns já ameaçavam recusar participar para não colocarem em risco os equipamentos.

Este ano houve uma mudança no estilo de apresentação das iniciativas da câmara e no figurino das festas. O que já aconteceu com a atribuição das medalhas municipais de mérito que eram feitas no decorrer das assembleias municipais e que este ano foi feito no feriado municipal num evento, que apesar de desenhado e montado pelos funcionários municipais, teve uma maior grandiosidade e dignidade. O palco alugado à empresa Andamento Vivo Produções vai custar 22 mil euros.

A vereadora da cultura, Ana Casebre, em declarações a O MIRANTE, reconhece que havia já uma grande dificuldade em contratar artistas por causa dos palcos. Pedro Ribeiro nunca optou por alugar palcos a empresas especializadas porque teve sempre a perspectiva das festas de serem apenas um ponto de convívios com uma animação barata, à base de artistas locais e de segundo plano, e de que o dinheiro devia ser investido em obras ou nas colectividades.

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