Utilização da Mata dos Sete Montes reacende debate em Tomar
Realização de um festival privado na Mata Nacional dos Sete Montes, em Tomar, reacendeu a discussão sobre os critérios usados para permitir actividades num espaço que continua encerrado ao público devido aos estragos das intempéries.
A Mata Nacional dos Sete Montes, um dos espaços mais simbólicos de Tomar, continua fechada aos cidadãos, mas abriu portas para a realização de um festival privado. A aparente contradição foi levada à reunião do executivo municipal pela vereadora socialista Filipa Fernandes, que questionou o presidente da câmara sobre os critérios que permitiram a utilização de um espaço ainda considerado inseguro para fruição pública. A eleita do PS sublinhou que não estava em causa a qualidade do evento nem o profissionalismo dos promotores, mas sim a coerência das decisões públicas.
Tiago Carrão respondeu que o festival decorreu num perímetro reduzido, fechado e controlado, correspondente a menos de cinco por cento dos cerca de 40 hectares da Mata dos Sete Montes. O autarca garantiu que a iniciativa teve parecer favorável do ICNF e acompanhamento da Protecção Civil, dos bombeiros e do município, com regras destinadas a impedir a circulação dos participantes por zonas consideradas perigosas. O presidente da câmara acrescentou que os promotores investiram cerca de 15 mil euros na limpeza, recuperação de acessos e beneficiação da área utilizada, defendendo que a mata ficou em melhores condições depois do evento. O município garante que não organizou nem promoveu o festival e que se limitou a acompanhar o processo.


