Sociedade | 19-06-2026 07:00

Utilização da Mata dos Sete Montes reacende debate em Tomar

Utilização da Mata dos Sete Montes reacende debate em Tomar

Realização de um festival privado na Mata Nacional dos Sete Montes, em Tomar, reacendeu a discussão sobre os critérios usados para permitir actividades num espaço que continua encerrado ao público devido aos estragos das intempéries.

A Mata Nacional dos Sete Montes, um dos espaços mais simbólicos de Tomar, continua fechada aos cidadãos, mas abriu portas para a realização de um festival privado. A aparente contradição foi levada à reunião do executivo municipal pela vereadora socialista Filipa Fernandes, que questionou o presidente da câmara sobre os critérios que permitiram a utilização de um espaço ainda considerado inseguro para fruição pública. A eleita do PS sublinhou que não estava em causa a qualidade do evento nem o profissionalismo dos promotores, mas sim a coerência das decisões públicas.
Tiago Carrão respondeu que o festival decorreu num perímetro reduzido, fechado e controlado, correspondente a menos de cinco por cento dos cerca de 40 hectares da Mata dos Sete Montes. O autarca garantiu que a iniciativa teve parecer favorável do ICNF e acompanhamento da Protecção Civil, dos bombeiros e do município, com regras destinadas a impedir a circulação dos participantes por zonas consideradas perigosas. O presidente da câmara acrescentou que os promotores investiram cerca de 15 mil euros na limpeza, recuperação de acessos e beneficiação da área utilizada, defendendo que a mata ficou em melhores condições depois do evento. O município garante que não organizou nem promoveu o festival e que se limitou a acompanhar o processo.

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