Sociedade | 20-06-2026 12:00

Casais dos Britos cresce mas continua à espera da prometida rede de esgotos

esgotos tampa esgoto
foto ilustrativa

Localidade do concelho de Azambuja continua a crescer, mas há problemas básicos que continuam por resolver. Ausência de rede pública de esgotos é reivindicada há vários anos.

A falta de ligação à rede pública de saneamento em Casais dos Britos, freguesia de Azambuja, onde a urbanização está em crescimento, voltou a motivar críticas em reunião pública do executivo da Câmara de Azambuja. O munícipe António Pires colocou novamente o dedo na ferida e perguntou ao presidente do município, Silvino Lúcio (PS), para quando a ligação da localidade à rede pública de saneamento, numa localidade que está a crescer e onde os esgotos continuam “ligados às fossas” sépticas. A situação não é nova. O MIRANTE já tinha noticiado, em 2023, os problemas de saneamento e descargas a céu aberto em várias zonas da freguesia de Azambuja, incluindo Casais dos Britos, e voltou ao assunto em 2024, quando foi denunciado que uma urbanização com mais de uma centena de lotes continuava sem possibilidade de ligação à rede pública.
Na altura, o presidente da Junta de Azambuja, André Salema (PS), considerou incompreensível que uma urbanização nova estivesse dependente de fossas sépticas, lembrando que existia uma garantia bancária do construtor para assegurar a construção de uma estação elevatória. Um ano depois, a resposta do município aponta novamente para esse equipamento.
Silvino Lúcio explicou agora que a autarquia está “a lançar procedimento para a estação elevatória”, de forma a permitir que os moradores se possam ligar “ao sistema que está colocado no loteamento”. A resposta deixa perceber que a solução ainda não passou do papel para o terreno, apesar das sucessivas queixas e do crescimento da localidade.

Passadeiras por pintar
António Pires aproveitou ainda a intervenção para lembrar outro compromisso por cumprir: a pintura de passadeiras na estrada dos Casais dos Britos e Casais de Baixo. Segundo o munícipe, as obras naquele troço terminaram “há longo tempo” e as passadeiras prometidas continuam sem aparecer. “Não há passadeiras nenhumas. Até há algum tempo era por causa da chuva, agora faz sol”, afirmou com ironia, perguntando por que motivo a intervenção ainda não foi feita.
O presidente da câmara respondeu que o município tem estado a dar prioridade às zonas escolares, com trabalhos junto dos agrupamentos de escolas. “Andamos junto dos agrupamentos de escolas a pintar e há-de chegar o dia dos Casais de Baixo e Britos”, afirmou Silvino Lúcio.

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