Loja do Cidadão do Cartaxo parada com obra a 30% e sem empreiteiro
Parque de estacionamento de Vila Chã também continua por concluir à espera de intervenção da E-Redes. Oposição questionou executivo sobre dois investimentos municipais que continuam sem data para avançar.
A futura Loja do Cidadão do Cartaxo está parada, sem empresa contratada e com apenas cerca de 30 por cento da obra executada. O parque de estacionamento de Vila Chã, junto ao Jardim Francisco Ribeiro, é outro investimento municipal por concluir e continua dependente da intervenção da E-Redes para retirada de cabos. Os dois processos foram levantados pelo vereador do PS Pedro Oliveira na reunião pública da Câmara do Cartaxo de 5 de Junho. Sobre a Loja do Cidadão, Pedro Oliveira questionou o executivo sobre a situação contratual da empreitada, a eventual rescisão com a empresa, o lançamento de novo concurso e o impacto financeiro que o atraso poderá representar para os munícipes. O presidente da câmara, João Heitor, confirmou que a empresa já não tem contrato com o município e está a retirar os seus equipamentos do local. Segundo o autarca, foi elaborado um registo do que ficou executado e do que permanece por fazer, estando concluída cerca de 30 por cento da obra. João Heitor garantiu que a câmara acompanhou sempre o processo, comunicou os atrasos ao Ministério da Modernização Administrativa e aplicou as penalidades previstas no contrato. Reconheceu, no entanto, que o lançamento de um novo concurso deverá implicar um aumento de custos, que terá de ser suportado pelos munícipes. Questionado sobre o valor desse agravamento, o presidente admitiu que já existe uma estimativa, mas disse ainda não estar em condições de a divulgar.
Pedro Oliveira levantou também o caso do parque de estacionamento de Vila Chã, junto ao Jardim Francisco Ribeiro, que considerou parado e com sinais de abandono, apontando a falta de manutenção e o crescimento de ervas no espaço. João Heitor explicou que a obra aguarda uma intervenção da E-Redes para retirada de cabos e que o empreiteiro está actualmente afecto a outros contratos municipais, nomeadamente no centro de saúde e na Escola D. Sancho. O presidente minimizou o impacto da vegetação entretanto crescida no local, garantindo que não compromete o trabalho já executado. Ainda assim, admitiu que todos gostariam que as obras avançassem mais depressa, num concelho onde vários investimentos públicos continuam a arrastar-se no tempo.


