Sociedade | 20-06-2026 15:00

Unidade de saúde tipo B vai avançar em Aveiras de Cima com seis médicos

Unidade de saúde tipo B vai avançar em Aveiras de Cima com seis médicos

Presidente da Câmara de Azambuja garante que a USF modelo B “está de pedra e cal”, ficará sediada em Aveiras de Cima e terá seis médicos interessados, com possibilidade de dar resposta a Alcoentre e Manique do Intendente.

A abertura de um concurso público internacional para a criação de duas unidades de saúde familiar (USF) modelo C, isto é, geridas pelo sector social cooperativo ou privado, não inviabiliza a criação de uma USF modelo B que irá avançar em Aveiras de Cima. A garantia foi deixada pelo presidente da Câmara de Azambuja, Silvino Lúcio (PS), na última reunião do executivo municipal. “Não houve abandono nenhum do modelo B”, afirmou, garantindo que essa solução “está de pedra e cal” e ficará sediada em Aveiras de Cima. Segundo o autarca, há seis médicos interessados em integrar essa unidade. Quanto à USF modelo C, acrescentou, ficará instalada em Azambuja.
Silvino Lúcio, em resposta à vereadora do PSD, Margarida Lopes, vincou que os médicos irão “com certeza” aos centros de saúde de Manique do Intendente e de Alcoentre para atender utentes dessas freguesias do alto concelho, mas reconheceu que ainda não sabe quanto custarão as adaptações necessárias no Centro de Saúde de Aveiras de Cima, explicando que neste momento não reúne condições para acolher em gabinete toda a equipa de médicos. Esse levantamento de necessidades, adiantou, está a ser feito pelos técnicos municipais.
A vereadora Margarida Lopes quis saber quanto vai custar ao município adaptar o Centro de Saúde de Aveiras de Cima para garantir condições de funcionamento à USF-B, sobretudo tendo em conta que foram gastos “milhares de euros” em Alcoentre, na requalificação da extensão de saúde. A eleita social-democrata questionou ainda se, depois desse investimento, as instalações de Alcoentre não terão condições para acolher a unidade, questionando “quem vai para lá”.

Alcoentre teme ficar com centro de saúde renovado mas sem resposta médica

A requalificação da Extensão de Saúde de Alcoentre, que tinha final previsto para Maio, voltou a falhar o calendário e não deverá ficar concluída em Junho, prevendo-se mais uma prorrogação do prazo para o término da empreitada. Segundo o presidente da Câmara de Azambuja, foram já aplicadas “multas ao empreiteiro” pelo incumprimento no prazo de conclusão.
Apesar de as obras estarem agora perto do fim, a população continua sem respostas claras sobre o que vai acontecer quando a empreitada estiver concluída. A preocupação foi levada à última reunião pública da Câmara de Azambuja por António Loureiro, do Grupo de Cidadãos pelo Direito à Saúde em Alcoentre, que alertou para o risco de se gastar dinheiro público num edifício que depois pode não ter equipa nem serviços em condições de funcionar.
“Como vamos reabrir a extensão?”, questionou, lembrando que continuam em aberto várias dúvidas sobre a reorganização dos cuidados de saúde primários no concelho. António Loureiro foi mais longe e acusou Alcoentre de ter sido sistematicamente prejudicada no acesso aos cuidados de saúde no concelho. “As obras vão acabar e depois não temos nada para pôr lá dentro”, afirmou, lamentando que a localidade nunca tenha beneficiado da resposta dos médicos do projecto Bata Branca.

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