Moradora volta à Câmara do Cartaxo a exigir solução para estrada degradada
Pó, canas nas bermas, carros abandonados e falta de condições no acesso à habitação levaram Margarida Carvalho a regressar à reunião pública da Câmara do Cartaxo. O presidente João Heitor contestou parte das afirmações da munícipe, afastou responsabilidades do município em matérias entre privados, mas prometeu intervir no que compete à autarquia.
Margarida Carvalho voltou a uma reunião pública da Câmara do Cartaxo para insistir nas queixas sobre as condições da Rua da Estrada da Oira, onde reside. A munícipe denunciou o mau estado do caminho de acesso à sua habitação, marcado pelo pó em excesso, pela vegetação de canas a invadir as bermas e pela presença de carros abandonados ao longo da via. A moradora afirmou que a quantidade de pó é tal que a obriga a circular a menos de 20 quilómetros por hora, lembrando ainda que o marido e a filha têm problemas de saúde, o que, no seu entender, torna mais urgente uma resposta por parte das entidades competentes.
A munícipe voltou também a referir problemas relacionados com a compra da habitação. Segundo disse, a empresa UNO, que lhe vendeu a casa, não a informou da existência de um gasoduto na propriedade, situação que afirma só ter descoberto depois da aquisição. Acrescentou ainda que terá agora de tratar, por sua iniciativa e com recurso a um arquitecto, da legalização de pavilhões existentes no local. “Deixámos o nosso património em Torres Vedras e ao fim ao cabo parámos numa miséria autêntica”, tinha já desabafado na reunião de Maio.
O presidente da Câmara do Cartaxo, João Heitor, contestou algumas afirmações feitas pela munícipe na reunião anterior, de 7 de Maio, negando ter dito que a estrada não estaria pronta “nem dali a 20 anos”. O autarca reafirmou a disponibilidade do município para ajudar todos os munícipes, mas sublinhou que esse direito não permite atribuir ao executivo declarações que, garantiu, nunca foram proferidas. Quanto ao gasoduto, aos pavilhões e às condições em que a habitação foi adquirida, João Heitor esclareceu que se trata de matérias decorrentes de relações entre privados e que não podem ser imputadas ao município. “Não foi enganada por nós”, afirmou o presidente da câmara. Ainda assim, o autarca assumiu compromissos nas áreas que reconheceu serem da competência municipal. Garantiu o envio de uma niveladora para melhorar o piso da estrada, a fiscalização da parcela para verificar as condições relacionadas com o gasoduto e o accionamento do regulamento municipal que permite remover veículos imobilizados no mesmo local há mais de 30 dias.


